Conheça os 6 maiores investidores de fintechs do mundo em 2019

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

11 de março de 2020 às 17:32 - Atualizado há 8 meses

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

500 Startups, Accel, Ribbit Capital… Você já deve ter ouvido algum desses nomes ao ler sobre uma rodada de investimento levantada por uma startup. Esses são três dos seis fundos de capital de risco que mais investiram em fintechs em 2019.

Ano após ano, as startups com soluções financeiras angariam aportes para sustentar seus desenvolvimentos, aquisição de clientes, expansão, entre outros. Em 2019, as fintechs levantaram US$ 34,5 bilhões no mundo todo. Parte desse valor foi arrecadado através de 83 mega-rodadas em que as companhias levantaram mais de US$ 100 milhões de uma só vez. O Nubank é um exemplo: a fintech brasileira protagonizou uma rodada de US$ 400 milhões.

O ano passado teria sido recorde em capital levantado por essas empresas se 2018 não tivesse tido o grande impacto de US$ 14 bilhões em um aporte na Ant Financial, fintech do Alibaba. Os dados são da CB Insights.

Confira quais foram os fundos de capital de risco que mais investiram em fintechs em 2019:

  1. 500 Startups

O 500 Startups é um fundo de capital de risco e aceleradora do Vale do Silício, nos Estados Unidos. Criado em 2010, possui mais de 2.300 empresas em seu portfólio, de mais de 75 diferentes países. Entre as fintechs investidas, estão as brasileiras ContaAzul e Magnetis. Do exterior, há a EasyKnock, YayPay, Mercury, entre outras.

  1. Accel

Também criada no Vale do Silício, a Accel é um fundo de investimentos de 1983. O venture capital possui grandes companhias em seu portfólio, como Facebook, Slack, Dropbox e Spotify. Entre as fintechs investidas, há o banco digital Monzo, a empresa de finanças para RH PayFit, e a GoCardless, startup de pagamentos que se prepara para chegar no Brasil.

Para aprender mais sobre as inovações e tendências no setor de fintechs e no mercado financeiro, não perca a Fintech Conference 2020!

  1. Ribbit Capital

Criado em 2012 na mesma região das empresas anteriores, o Ribbit Capital é um fundo de investimentos com foco em fintechs e serviços financeiros. “É preciso de dinheiro para mudar o dinheiro” é um de seus lemas. No Brasil, já investiu no Nubank, Warren, Guiabolso, ContaAzul e Comparaonline. Já de fintechs ao redor do mundo, apostou na Brex (fundada por dois brasileiros no Vale do Silício), NEXT Insurance, Ualá e Revolut.

  1. Insight Venture Partners

A Insight Partners é a primeira do ranking que foi criada em outra região que não o Vale do Silício. Sediada em Nova York, o fundo de capital de risco aposta em startups que estão em estágio avançado de crescimento – geralmente chamado de “growth”. Entre suas escolhas em fintech, destaca-se a N26 (que está montando sua operação no Brasil).

  1. Andreessen Horowitz

Conhecido também por “a16z”, o Andreessen Horowitz foi criado em 2009 no Vale do Silício. O venture capital participa de rodadas semente até investimentos em grandes empresas de tecnologia. O a16z já investiu em companhias que tiveram saídas, como o Groupon, Skype e foi um dos primeiros a apostar no Facebook. Já no setor de fintechs, uma de suas escolhidas foi a TransferWise, de transferências internacionais de dinheiro. O investidor possui preferências por empresas de criptomoedas e afins.

  1. Sequoia Capital

Criada em 1972 no Vale do Silício, a Sequoia Capital investe em startups de diversos estágios. No setor financeiro, o fundo de capital de risco apostou no Nubank, PayPal, Stripe. Já em outros mercados, possui empresas como Apple, Airbnb, 23andMe, Google e Rappi em seu portfólio.

Novos mercados em ascensão

Até fevereiro deste ano, havia 67 fintechs unicórnios — ou seja, que alcançaram (ou ultrapassaram) o valor de mercado de US$ 1 bilhão. De acordo com o CB Insights, juntas, elas somam US$ 224,6 bilhões em valuation. A maioria delas está concentrada nos Estados Unidos.

E, embora os maiores investidores de startups do setor financeiro também estejam no Vale do Silício, mercados emergentes têm ganhado destaque. É o exemplo da África e Austrália, que tiveram recordes no valor dos investimentos em comparação aos anos anteriores. Fintechs africanas levantaram US$ 282,5 milhões, em comparação a US$ 110,6 milhões no ano passado. Já as australianas receberam US$ 358,7 milhões em 2018, contra US$ 550 milhões neste ano. Isso significa que, embora continuem concentrados nos mesmos polos de inovação, o capital de risco está olhando — e com muita atenção — para as novidades que estão surgindo em outros ecossistemas.