Investidor explica por que ignorou Uber (perdeu alta de 4.000 vezes)

Avatar

Por Paula Zogbi

15 de fevereiro de 2016 às 09:16 - Atualizado há 5 anos

Logo Cyber Monday 2020

Só hoje, nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora

Hoje, em 2016, o que você pensa sobre uma pessoa que deixou de lado a oportunidade de investir em uma startup que vale cerca de US$50 bilhões? O investidor John Greathouse fez isso, mesmo tendo sido contatado pelo CEO diversas vezes.

Em um artigo publicado na Entrepreneur, o investidor de risco explica que, além da rodada “seed”, ele também dispensou a chance de investir na rodada Série A do Uber, por simplesmente se recusar a enxergar o potencial da companhia. “Que pena”, escreve, mas “fazia sentido naquele momento”.

De acordo com ele, um amigo em comum entre Travis Kalanic, fundador do Uber, e sua empresa, a Rincon Venture Partners, falou sobre a rodada inicial de investimentos da startup em 2010 em um café da manhã – mas a empresa simplesmente não se interessou. Essa rodada cresceu cerca de 4.000 vezes: um investimento de US$ 250.000 valeria, hoje, mais de US$ 1,1 bilhão.

Naquela época, Greathouse acreditava que o Uber jamais daria certo em cidades muito grandes e com pouco engajamento tecnológico – hoje, sabemos que o caminho foi bastante diferente disso.

Alguns meses depois, uma terceira pessoa o contatou a respeito da startup. Ele, então, respondeu: “parece que eles estão oferecendo o serviço (via motoristas independentes”, certo? Se sim, não parece uma boa. Se estão vendendo algo que permita que motoristas independentes ganhem mais dinheiro, é um modelo de ônibus que cabe em todas as nossas teses de investimentos”. Na conversa, ele e o amigo comentavam que o serviço não tinha licença para operar taxis e que havia poucas áreas com oferta e demanda necessárias.

A conclusão do investidor é de que ele subestimou o Uber em duas áreas:

– Capacidade de criar um mercado robusto e com benefícios para ambos os lados;

– O uso dos clientes para conseguir entrar em mercados hostis.

Segundo ele, boa parte das startups não consegue criar um mercado de mão dupla e, com isso, aumentar o número de usuários. O Uber é um exemplo de como fazer isso corretamente.

Caso deixasse de ouvir apenas seus conhecidos e realmente tivesse escutado a proposta de Travis, ele diz, as coisas poderiam ter sido diferentes.