Como o iFood se tornou uma máquina de atender pedidos – foram 21,5 mi em setembro

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

29 de outubro de 2019 às 18:12 - Atualizado há 11 meses

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O iFood recebeu, em setembro, 21,5 milhões de pedidos de delivery. O número corresponde a um aumento de 1,5 milhão de solicitações em comparação ao mês anterior. Os milhões de pedidos são suportados por uma grande infraestrutura. A plataforma conta, atualmente, com 116 mil restaurantes cadastrados e 83 mil entregadores para suprir a demanda.

A empresa foi idealizada como um spin off de uma revista chamada Disk Cook. Na época, a empresa recebia pedidos via rádio e os enviava aos restaurantes pelo (finado) fax. Quando partiu para a internet e foi efetivamente criado, em 2011, a plataforma de delivery de refeições recebia cerca de 12 mil pedidos mensalmente. Desde então, o crescimento médio dos pedidos para a empresa foi de 130% por mês.

Além de investimentos — o primeiro foi de US$ 3,1 milhões da Warehouse, que mais tarde vendeu sua participação para a Movile —, o crescimento foi impulsionado por fusões e aquisições, que tomaram forma a partir de 2014. De acordo com Carlos Moyses, CEO da empresa, a incorporação de outras startups auxiliou na capilaridade regional no Brasil, além do reforço de mais funcionários e empreendedores para dentro da plataforma. O iFood atende hoje 882 cidades.

Uma das maiores fusões foi com o Restaurante Web, do Grupo Just Eat, que se tornou um dos principais acionistas do iFood junto à Movile. A Movile realizou o primeiro investimento no iFood em 2013, trazendo-a para seu portfólio de empresas.

O ano de 2014 também foi quando o iFood adquiriu a startup do Vale do Silício SpoonRocket e começou a apostar em logística, um dos pilares de seu negócio. As aquisições continuaram em 2016, com foco na América Latina, e nos anos seguintes  – a exemplo da compra da mexicana Sindelantal, da Pedidos Já, Apetitar, entre outras.

Foi em 2015 que o iFood atingiu o marco de um milhão de pedidos realizados por mês. Desde então, a empresa passou a crescer em um ritmo exponencial — para 2,8 milhões de pedidos mensais em 2016 e 6,1 milhões em 2017, 13 milhões em 2018 e agora 21,5 milhões por mês até setembro deste ano.

“O crescimento que virá nos próximos anos será ainda maior do que já tivemos”, aposta Carlos Moyses, CEO do iFood, que contou a trajetória da companhia em um evento para jornalistas realizado pela empresa nesta terça-feira (29). Os números aumentam não apenas nos pedidos mensais, mas também nos restaurantes cadastrados — de 58 mil em janeiro de 2019 para 116 em setembro do mesmo ano — e nas cidades que possuem a solução.

Ao mesmo tempo em que continua investindo no core de seu negócio, no delivery de refeições, o iFood está se tornando cada vez mais uma empresa de tecnologia. A companhia está investindo em iniciativas de pagamento, logística (como em veículos elétricos) e inteligência artificial para se tornar mais eficiente a todos os seus clientes – entregadores, consumidores e restaurantes. No ano passado, a empresa se tornou um unicórnio, alcançando o valor de mercado de US$ 1 bilhão.