Startup de Belém do Pará oferece gestão de negócio para profissionais autônomos

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

12 de março de 2020 às 18:02 - Atualizado há 6 meses

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

Em maio de 2019, havia 24 milhões de trabalhadores autônomos no Brasil. O número é 5,1% maior em comparação ao mesmo período de 2018. Seja através de profissões formais ou das oportunidades oferecidas através da Gig Economy, cresce o número de pessoas trabalhando por conta própria no país.

Independente do setor em que trabalha ou dos serviços que oferece, todo profissional autônomo tem que lidar com uma preocupação: os pagamentos. Há, por exemplo, a necessidade de checar na conta bancária se os valores forem compensados ou até mesmo de cobrar um cliente em atraso.

Foi pensando em resolver esse e outros problemas que a Hyppe foi criada. A startup, que nasceu em Belém, no Pará, oferece gestão financeira que automatiza cobranças e se torna um assistente na palma da mão desses profissionais. A expectativa é de, com o auxílio de mensagens automáticas pelo WhatsApp, reduzir em até 90% os atrasos.

Criada pelos paraenses Júlio Almeida, Allan Dias e Fábio Zamora (na foto em destaque junto a Bel Rodrigues, chefe de marketing), eles perceberam essa necessidade do mercado ao entrar em contato diário com personal trainers. Ao frequentar a academia, eles ouviram as dores dos profissionais — e entenderam que esse não é um problema exclusivo do setor.

É um profissional autônomo? Confira como realizar uma Gestão de Negócios com foco no cliente

“Conversamos com 120 profissionais de Belém e dois de seus maiores problemas eram financeiros. São pessoas que deveriam ter estabilidade financeira, mas não tinham”, contou Júlio Almeida em entrevista exclusiva à StartSe. A Hyppe foi criada em novembro de 2018 e hoje atende não apenas este mercado, mas psicólogos, nutricionistas, advogados, entre outros.

Com uma assinatura mensal de R$ 29, os autônomos passam a contar com um sistema que automatiza cobranças mensais e avulsas, nas quais os clientes podem parcelar as compras. A gestão financeira — possível através do cadastro dos serviços na plataforma — garante que, seja no início ou final do mês, o trabalhador saberá quanto irá receber.

Os personal trainers, o foco de mercado da Hyppe, possuem ainda a possibilidade de criar uma vitrine virtual em um site da startup para oferecer seus serviços. Os clientes podem adquiri-los pela própria plataforma, que irá realizar a cobrança e gerir os pagamentos automaticamente. A “vitrine” também os auxilia em outra obrigação: vender os serviços de forma online.

Processo de amadurecimento

Uma das barreiras para a Hyppe hoje é que a startup é capaz de gerir apenas os pagamentos que são feitos através de sua plataforma. Ela não faz conciliação bancária — ainda.

“O nosso segundo passo, para o futuro, é tornar o aplicativo mais eficiente. Queremos que o autônomo consiga receber e gastar pela Hyppe”, afirmou o fundador da startup. A conciliação bancária será disponível com o open banking — e a expectativa é que ele entre em vigor neste ano. Confira o episódio do MVP, podcast da StartSe, sobre open banking para entender a mudança que essa tecnologia trará no mercado financeiro.

Para auxiliar nessa trajetória, a Hyppe está contando com um grande parceiro: o C6 Bank. A Hyppe é uma das startups que estão sendo incubadas dentro do banco digital, através do programa Opp. “A parceria com o Opp nos ajuda a entender o mercado financeiro e a cultura de um banco”, comentou. As startups do programa possuem mentorias com os sócios do C6, amadurecendo suas soluções durante o período de quatro meses em que trabalham na sede do banco.

Esse é o segundo programa de mentorias que a Hyppe participa. A startup deixou Belém para se tornar a primeira empresa da cidade a participar do Google For Startups, no qual aprendeu mais sobre inovação. “Nós saímos de Belém porque não conseguíamos mais mentoria com pessoas que já haviam passado o que estávamos enfrentando. Lá há grupos de mentores fortes, mas não tem investidores ou aceleradoras”, explica Almeida. “Agora, queremos ser uma ponte para o ecossistema de lá”.