“O RH se tornará o guardião do contato humano”, diz head de vendas da Matchbox

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

17 de setembro de 2018 às 18:04 - Atualizado há 2 anos

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Ao longo dos anos, foi possível enxergar diversos setores do mercado de trabalho que estão sendo impactados pela tecnologia – e os recursos humanos não é uma exceção. Até mesmo a área responsável por lidar com pessoas está sendo transformada, mas de forma diferente.

Para Felipe Oliveira, head de vendas da Matchbox, os recursos humanos se tornará, no futuro, o guardião do contato humano e será a área responsável para “criarmos empatia e não tratar as pessoas como robôs”. “Pensando daqui há 30 anos, como os adolescentes são criados hoje, os novos gestores terão uma familiaridade muito maior com a tecnologia e máquinas do que com pessoas. O RH vai assegurar que a gente lide com as pessoas da forma como elas devem ser tratadas”, comentou Oliveira.

Algumas das principais preocupações do RH será a diversidade e planos de carreira e de vida, por exemplo. “A preocupação inicial é de não perder a humanidade”, comenta Felipe Oliveira. A atenção deverá ser ainda maior para os colaboradores para que a empresa tenha os melhores resultados possíveis ao compreender o perfil de cada um – inclusive mudando colaboradores para áreas que se identifiquem mais, se for necessário.

A tecnologia será coadjuvante

Oliveira é head de Vendas da Matchbox, uma humantech – startup de recursos humanos – que busca conectar jovens à grandes empresas, criando processos seletivos mais atraentes. A startup utiliza técnicas de marketing no recrutamento de pessoas, realizando o chamado “recruitment marketing”.

Nesse processo e no RH do futuro – que começa a despontar desde já -, a tecnologia será utilizada para trazer mais métricas e análises de colaboradores e seus resultados, potencializando a gestão de recursos humanos, nunca o substituindo. “Na área de RH, a tecnologia não pode ser o principal – e nas outras também. Você não faz nada com a finalidade da tecnologia – quando eu faço um e-commerce, desenvolvo a página e experiência de compra, não é para uma máquina, é para uma pessoa”, explica Oliveira.

Uma forma que a tecnologia impactará no setor será, segundo Oliveira, para aliviar qualquer subjetividade dos colaboradores. “Existe a questão do plano de carreira e remuneração feminina, durante muitos anos havia a imagem de não colocar a mulher como líder de uma área porque ela vai engravidar, terá licença maternidade, ficará mais tempo fora. Hoje temos exemplos de várias mulheres que construíram carreiras e famílias e equilibraram tudo, sem desequilibrar a outra parte”, afirmou. “Agora, eu não vou querer saber se é homem, mulher, branco ou negro, eu quero saber se as métricas dele estão de acordo com o demandado pela organização”.

As mudanças que estão acontecendo no RH são só o começo – e uma das mais importantes do setor. “Eu vejo uma mudança tão importante quanto a Revolução Industrial, mas a finalidade será sempre as pessoas – se elas não forem atingidas, não importa a tecnologia que tenha por trás”, comenta Felipe Oliveira.

Felipe Oliveira será um dos palestrantes no RH Day – evento da StartSe sobre o futuro do trabalho e a gestão. O evento será no dia 26 de setembro e reunirá os principais especialistas e inovações na área de recursos humanos. Saiba tudo sobre o RH Day aqui!