GIG Economy: será o fim da CLT?

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Por Isabella Câmara

26 de setembro de 2018 às 18:13 - Atualizado há 2 anos

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A GIG Economy será a principal tendência dentro do mundo corporativo nos próximos anos, disse Fernando Bueno, CEO e cofundador do HReinvent, durante um painel do RH Day.  Também conhecida como “economia freelancer”, a GIG Economy compreende um ambiente de trabalho com novos protagonistas: os profissionais temporários e sem vínculo empregatício e as empresas que contratam esse tipo de funcionário. Apesar do conceito não ser algo novo, a GIG Economy se tornou uma tendência na era digital e na Nova Economia, o que modificará completamente a forma de se trabalhar no futuro.

De acordo com Bueno, apesar da tendência ainda não estar muito disseminada no Brasil, é uma prática bem utilizada em economias desenvolvidas. “No Reino Unido, 90% dos funcionários de grandes franquias, como Burguer King e Subway, são temporários, em horários de pico. Apesar de isso não ser uma constante no Brasil, o crescimento dessa tendência é impressionante – passou de 10% em 2005 para 36% em 2017, e a previsão para 2020 é 40%. Ou seja, isso é uma crescente no mundo˜, ressalta o especialista.

Quando questionados se a GIG Economy poderia vir para acabar com a CLT, tanto Fernando Bueno quanto Juliano Murlick, CEO e cofundador da Triider, que também participou do painel, acreditam que isso seria impossível. “Não é o fim da CLT porque, no Brasil, a questão da proteção ao trabalhador é muito forte. Mas eu acredito em um misto, com funções que requerem trabalhos tradicionais e trabalhadores temporários˜, disse Bueno.

Segundo Murlick, o grande motivo para a substituição da CLT não acontecer é a dificuldade de adaptação dos profissionais a esse novo modo de trabalho. “É praticamente impossível, principalmente a pouco prazo, acabar com a CLT. Principalmente por causa da adaptação – hoje um grande número de profissionais tem dificuldade de se adaptar com a autogestão”, completa.

Apesar desse empecilho, Murlick afirma que, cada vez mais, há empresas e plataformas surgindo para apoiar esse novo tipo de contratação. “É uma tendência, temos muitas pessoas no Brasil e no mundo adotando esse tipo de trabalho e encontrando bons resultados. Cada vez mais, principalmente quando você encontra gestores mais inovadores, as pessoas estão dispostas a contratar esse tipo de profissional. Em médio prazo, de 5 a 10 anos, eu acredito que esse tipo de contratação vai ser o mais utilizado no mundo. Para mim, é só uma questão de tempo para essa tendência se espalhar no Brasil”, finaliza.

Foto: Eduardo Viana