Employee experience: a tendência de RH que sua empresa precisa adotar

Também abreviada como EX, essa tendência é importante principalmente para reter grandes talentos e construir um time engajado com os propósitos do negócio

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Por Isabela Borrelli

28 de setembro de 2018 às 17:31 - Atualizado há 1 ano

Employee experience, em tradução livre experiência do empregado, não é nada mais do que iniciativas das empresas que focam no bem-estar de seus próprios funcionários. Também abreviada como EX, essa tendência é importante principalmente para reter grandes talentos e construir um time engajado com os propósitos do negócio.

Mas não só: segundo o gráfico abaixo, da Deloitte University Press, 93% dos respondentes brasileiros apontaram que a experiência do funcionário é importante ou muito importante, o que revela uma tendência forte não só no mundo como principalmente no país.

Gustavo Albuquerque, sócio da consultoria de RH BetaHauss, está há 10 anos no mercado de recursos humanos e deixa claro que um dos elementos principais para isso é a cultura da empresa. No entanto, ao contrário do que muitos podem acreditar, instalar uma piscina de bolinha ou uma mesa de ping pong não é o caminho para um ambiente descontraído. “A cultura não é o que está na parede, ela é as pessoas. É importante não esquecer o que está na base da empresa – o propósito dela -e mantê-lo”, defende o sócio.

Além de manter vivo o propósito, é preciso conhecer os funcionários e o que os motiva. Segundo Albuquerque, isso pode ser feito de diversas formas, dependendo do tamanho do negócio. Para grandes empresas, com 10 mil funcionários ou mais, ferramentas que utilizem big data e processamento de dados ajudam a equipe de RH a entender melhor o seu público. Já para empresas pequenas, o acompanhamento pode ser feito e forma mais próxima, com reuniões pessoalmente entre gestores e equipes. “A transparência e o diálogo com o colaborador são muito importantes e valorizam o ser humano. É lógico que a empresa tem que ter lucro, mas quem faz isso é o time”, explica.

Outra questão importante para a experiência do funcionário é a da diversidade: segundo o MIT, uma equipe diversa tem habilidades diferentes o que faz com que a empresa funcione melhor (podendo inclusive melhorar a receita!). Mas uma grande dificuldade em relação ao tema é: como promovê-la? Apesar de controversa, uma das soluções plausíveis para Albuquerque é a das cotas, uma vez que são uma forma de impulsionar a diversidade.

“Sem isso (cotas) muitas organizações não fariam esse movimento e sem esse movimento você desconhece os benefícios de uma diversidade. Ao mesmo tempo, tudo que é imposto gera uma restrição: aquilo que eu sou obrigado a fazer, eu vou fazer só para entregar. Hoje eu vejo muitas empresas que trabalham por metas ao invés de trabalhar pela diversidade em si”, revela.

Mas o especialista também deixa claro que o ideal seria melhorar a educação, uma responsabilidade do governo. “Eu sinto que o governo empurra para as empresas essa responsabilidade, por exemplo de pessoas com necessidades especiais. Na realidade, eles que deveriam cuidar do assunto por meio da educação… Mas se a gente depender do Estado não sairá da situação atual!”.