Como a Leroy Merlin ajudou os lifelong learners sem tirar o protagonismo deles?

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Por Isabella Câmara

28 de setembro de 2018 às 15:31 - Atualizado há 2 anos

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“Porque ainda respondemos a pergunta sobre qual é a nossa formação?”, questiona Marcelo Mejlachowicz, CEO e cofundador da Veduca, durante um painel no RH Day. Segundo ele, falta uma linguagem comum para falar sobre formação e educação, que acaba excluindo as formas de aprendizado alternativas  como uma experiência educacional.

Atualmente, há um enorme crescimento dessas certificações alternativas, o que, no começo, causou um grande medo nas universidades. Mas Marcelo explica que esse sentimento, aos poucos, foi evoluindo. “Hoje elas nos enxergam como parceiros e acreditam que, no final, nós vamos coexistir”, diz. Apesar do novo posicionamento das universidades, o especialista afirma que a maioria das pessoas ainda não reconhecem a educação informal como experiência – “elas ainda buscam a graduação”, diz.

Quem são os lifelong learner?

De acordo com uma pesquisa interna desenvolvida pela Veduca durante os anos 2017 e 2018, cerca de 52% das pessoas que procuram cursos de educação informal já possui ensino superior completo. Além disso, entre os lifelong learners, mais da metade deles são homens (54%) e cerca de 46% são mulheres.

Durante o evento, Mejlachowicz chamou atenção para a idade média desses profissionais, cerca de 34 anos, e para a classe social a qual os lifelong learners pertencem – predominantemente C, D e E. Segundo o especialista, esse perfil  é resultado do baixo investimento que esse tipo de curso necessita.

Lifelong learning nas empresas: como ajudar sem tirar o protagonismo do colaborador?

Nesse contexto de lifelong learning, as empresas têm um papel fundamental na formação dos profissionais. Mejlachowicz destaca o case da Leroy Merlin, uma rede de lojas de materiais de construção criada na França, em 1923. A empresa, com a ajuda da Veduca, começou a oferecer cursos diversos, com certificados, para todos os seus colaboradores. “Nós queríamos tornar o colaborador o protagonista da sua própria carreira e, para fazer isso, trouxemos algo voltado para educação e formação”, diz o porta-voz da Leroy.

Segundo ele, o novo benefício foi um sucesso. “Tivemos muitas pessoas engajadas e chegamos, rapidamente, ao número limite de certificações. Com isso, nós conseguimos preparar o colaborador para sua carreira além da Leroy, foi uma espécie de responsabilidade social com o colaborador”, conta.  

Mejlachowicz atribui o sucesso da iniciativa ao fato da Veduca estar conectada com a estrutura da Leroy Merlim. “Deu certo graças a comunicação e o engajamento, porque hoje tem muita gente que se cadastra, mas não começa o curso”, explica. Segundo ele, é exatamente assim que esse tipo de iniciativa deve acontecer. “As pessoas precisam pensar no processo completo, desde a divulgação e comunicação até o reconhecimento de quem faz. Isso garante com que a iniciativa não se torne apenas uma oferta”, explica.

Além disso, de acordo com Mejlachowicz, a empresa precisa fornecer toda a ajuda possível aos seus funcionários. “A nova geração é autodidata, mas muitas pessoas que estão nas empresas hoje, não. Elas não sabem dar ritmo ou se colocar metas – e o papel da empresa é oferecer essa ajuda ao colaborador”, explica.