Benefícios são diferenciais competitivos – e o RH precisa estar atento a isso

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Por Isabella Câmara

17 de setembro de 2018 às 16:01 - Atualizado há 2 anos

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No mundo corporativo, apesar de existirem benefícios que as empresas são obrigadas a oferecer aos seus funcionários, existem também inúmeras vantagens empresariais que hoje estão sendo utilizadas como um diferencial competitivo no mercado. “O que as empresas estão fazendo atualmente, muito baseado em um estudo recente da The Voith e da Sodexo – que afirma que os millennials preferem ter salários mais baixos, maiores benefícios e uma qualidade de vida melhor do que um salário alto dentro de um ambiente estressante -, é buscar isso como uma vantagem competitiva”, explica Paulo Afonso, Global Talent Management da Gympass.

Os benefícios oferecidos pelas empresas, segundo Afonso, atrai novos talentos do mercado, principalmente levando em consideração a entrada da nova geração na economia, retém esses profissionais, bem como aumenta a produtividade da equipe e o empenho dos colaboradores. Lançada em 2014, a tendência ficou conhecida após a vinda dos aplicativos, principalmente os de transporte, como o Uber. “Quando essas plataformas começaram a ficar relevantes no mercado, as empresas começaram a observar os benefícios que elas poderiam oferecer ao funcionário”.

Além disso, de acordo com Paulo Afonso, essas próprias plataformas começaram a se mudar para o Brasil, o que fez com que inúmeras pessoas almejassem trabalhar nessas empresas. Funcionários do Google, por exemplo, têm café da manhã, almoço e lanche da tarde oferecidos pela própria empresa, além de lanches e frutas à vontade durante o expediente e espaços para tirar cochilo, fazer ioga, corrida e meditação. No LinkedIn, que também oferece comida e bebida à vontade, seus funcionários podem gastar R$ 4.000 por ano com bem-estar e R$ 12 mil por ano para investir em estudos.

A partir daí o efeito é cascata – “as empresas acabam buscando novas opções, e quando uma entra, as outras acabam entrando na onda também”, diz. No caso do Gympass, um benefício oferecido para que empresas trabalhem o bem-estar dos funcionários, os benefícios se dão tanto do lado da companhia quanto do colaborador. “O funcionário acaba tendo uma qualidade de vida bacana, aumenta sua produtividade e trabalha mais contente. Além disso, as empresas, hoje, tem um gasto muito grande com a sinistralidade dos planos de saúde devido ao stress causado no trabalho, mas com o Gympass elas economizariam porque ofereceriam qualidade de vida ao funcionário. Isso entra como uma vantagem competitiva na oferta de trabalho final”, explica.

Clash de gerações e o novo perfil profissional

Segundo Paulo, oferecer esse benefícios aos seus funcionários é essencial, principalmente quando consideramos o cenário atual do mercado de trabalho. “O que eu vejo hoje no mercado é a entrada de uma nova geração no mercado de trabalho – é o momento que tem mais gerações trabalhando em conjunto, desde de baby boomer até a geração Z. Com esse clash de gerações, que o modo como as pessoas observam o trabalho mudou e, consequentemente, a forma como elas escolhem uma empresa também”, explica.

Antigamente, o trabalho era visto como uma maneira de alcançar objetivos específicos, como casa, carro e uma vida financeira estável. Mas para as novas gerações, o trabalho é mais uma espécie de agregador a um propósito de vida. “Quando essas pessoas entram no mercado de trabalho, procuram saber se o que a empresa oferece está dentro do seu propósito, ou seja, se a missão da empresa e seus valores estão de acordo com o que elas querem para a própria vida”, diz Paulo Afonso. Além disso, segundo ele, as pessoas cada vez mais estão enxergando o equilíbrio entre a vida profissional e pessoa como algo além do salário.

De acordo com Paulo, a porcentagem de pessoas que enxergam o salário como prioridade está diminuindo significativamente. “O que eu mais vejo hoje são pessoas buscando empresas que pagam o suficiente para pagar suas despesas e que também oferecem benefícios que agreguem no dia a dia. Além de benefícios como gympass, o funcionário observa muito a instalação da empresa, vantagens relacionadas a alimentação, se ele tem acesso a tecnologia de ponta, plano de celular pago pela empresa”.

O papel do líder de RH

Segundo Afonso, esse é o grande desafio do líder nessa nova era: garantir que os desejos dos novos candidatos sejam alçados.”Isso vai desde a parte de recrutamento e seleção, que precisa repensar a maneira de abordar esses candidatos e o que a empresa consegue oferecer, até o desligamento, que antes era básico, mas que hoje precisa ser muito pensado, principalmente na questão da experiência dessa pessoa durante o desligamento e o que ele vai falar da empresa depois na rede social”, diz.

Nesse contexto, de acordo com Paulo Afonso, o líder terá de ser capaz de sustentar toda a estrutura que a empresa oferece, bem como trazer insumos para a empresa e, a partir dos feedbacks, decidir qual caminho percorrer. “Como estamos em um mundo que tudo muda muito rápido, só o líder próximo aos liderados vai conseguir informar para a empresa se o caminho que eles estão seguindo está certo ou se a empresa já está em outro momento”.

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