Crianças recebem novas orelhas em pesquisa revolucionária de médicos chineses

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

2 de fevereiro de 2018 às 11:14 - Atualizado há 3 anos

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Um dos campos de atuação mais revolucionários em que a tecnologia atua hoje é a saúde. Já experimentamos os benefícios que a tecnologia traz, desde o tratamento de doenças a exames de DNA para verificar a pré-disposição de algumas destas. Ainda graças a tecnologia, podemos verificar ainda dentro da barriga da mãe se um bebê necessita de uma intervenção médica ou se possui má formação, por exemplo.

Agora, a tecnologia deu um passo além, permitindo a reconstrução de órgãos do corpo. Mais precisamente (e primeiramente), as orelhas. Foi o que aconteceu com cinco crianças que sofrem de microtia, uma condição na qual a parte externa da orelha é subdesenvolvida. Um time de médicos chineses desenvolveu um processo no qual células de cartilagem de uma orelha são utilizadas na reconstrução de outra.

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O procedimento utilizado pelos médicos utiliza como modelo a orelha não afetada pela condição da criança. Primeiro é realizado um escaneamento da orelha, no qual as dimensões são invertidas e é feita uma impressão 3D biodegradável com pequenos buracos. Nos pequenos buracos são inseridas as células de cartilagem da criança.

Por três meses, as células de cartilagem começam a crescer na forma do molde. Com o tempo, o molde se desfaz. E, enquanto o projeto acontece, a orelha é enxertada na criança.

O primeiro procedimento foi realizado dois anos e meio atrás, e até então a criança não revela sinais de que o corpo rejeitou a nova orelha ou tenha acidentalmente absorvido as novas células.

“É uma abordagem muito emocionante”, disse Tessa Hadlock, uma cirurgiã plástica de reconstrução no Massachusetts Eye and Ear Infirmary de Boston. “Eles mostraram que é possível chegar perto de reconstruir a estrutura de uma orelha”.

As cinco crianças que passaram pelo procedimento serão monitoradas por, ao menos, cinco anos para acompanhar o sucesso do processo. Serão avaliadas, principalmente, se as orelhas continuam intactas e no molde correto após o molde ter desaparecido.

Esse é apenas o começo da revolução que as novas tecnologias – como a impressão 3D que é utilizada no procedimento – trarão para a saúde. Para conferir outros usos da tecnologia na saúde em primeira mão, participe da HealthTech Conference – um evento com as principais soluções em saúde trazidas por empresas e startups.

(Via Independent)