Cientista chinês faz primeira edição genética do mundo em bebês

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Por Isabela Borrelli

26 de novembro de 2018 às 16:10 - Atualizado há 2 anos

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A pesquisa em CRISPR, ferramenta de edição genética, atingiu um novo patamar neste domingo. Jiankui He, cientista da Universidade do Sul de Ciência e Tecnologia da China, localizada em Shenzhen, divulgou que criou os primeiros bebês geneticamente editados. He disse à Associated Press que as gêmeas nasceram no começo do mês, depois que ele editou seus embriões usando a tecnologia CRISPR para remover o gene CCR5, que permite que o vírus do HIV  infecte outras células. Com isso, teoricamente, os bebes ficam imunes ao contágio pelo vírus HIV.

O MIT Technology Review, revista cientifica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, publicou, após o anúncio da Universidade do Sul de Ciência e Tecnologia da China, um artigo referendando o trabalho conduzido por He. O cientista chines estudou nas universidades americanas de Rice e Stanford, antes de retornar à China. He afirmou que sente “uma forte responsabilidade de não apenas fazer o primeiro (experimento bem sucedido com edição de genes em bebês), mas também de torná-lo um exemplo” e que “a sociedade decidirá o que fazer a seguir”.

De acordo com documentos reunidos pela Technology Review, o estudo teria sido aprovado pelo Comitê de Ética Médica do Hospital HarMoniCare de Mulheres e Crianças de Shenzhen. A equipe de pesquisa escreveu que seu objetivo é “obter crianças saudáveis ​​para evitar o HIV, fornecendo novos insights para a futura eliminação das principais doenças genéticas nos primeiros embriões humanos”.

Em 2015, cientistas da Universidade Sun Yat-sen de Guangzhou editaram os genes de um embrião humano usando a mesma tecnologia. Muitos cientistas e especialistas em ética estão discutindo os limites morais do uso da edição de genes. Nos Estados Unidos e em muitos países europeus, por exemplo, usar um embrião geneticamente modificado durante uma gravidez é proibido.