Healthtech traz aplicativos para ajudar em decisões e atendimento médico

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

28 de fevereiro de 2018 às 17:29 - Atualizado há 3 anos

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Ricardo Maranhão é médico nefrologista e, quando ainda estava iniciando sua carreira, identificou um problema: a dificuldade de acesso à informação rápida para tratar os pacientes – especialmente os de urgência. Então o médico, que também sabe programação, criou aplicativos para trazer informações importantes acessíveis para os médicos. Os aplicativos estão concentrados em uma healthtech: a MedPhone.

“A grande maioria dos médicos odeia o sistema de hospitais porque são sistemas complicados, com foco extremamente burocrático no faturamento”, comentou Maranhão, CEO da MedPhone. Para ele, os sistemas atuais não são sistemas focados em facilitar o preenchimento dos prontuários pelos médicos ou para agilizar e dar mais qualidade ao atendimento, ou até mesmo relembrar dados importantes do paciente.

Por isso, a MedPhone traz informações rápidas como, por exemplo, um guia completo de todos os remédios disponíveis no Brasil, em um aplicativo para o celular. O guia traz todas uma lista dos remédios existentes já com a bula e nome do fabricante. “O médico, em dois ou três cliques, consegue saber qual é o melhor antibiótico para aquele paciente tratar aquela doença. Se ele tiver uma disfunção renal, por exemplo, ao lado do antibiótico já está a dose corrigida pela função renal do paciente. O próprio aplicativo calcula a taxa de filtração do rim para poder dizer quantos por cento está funcionando o rim e ajustar a dose de acordo com a função”, afirmou o médico.

O fato dos aplicativos trazerem as informações e até calcular a quantidade necessária poupa um tempo precioso para o médico e pacientes, principalmente aqueles que estão na UTI. O médico e empreendedor criou a MedPhone em 2010, a partir das próprias informações que reunia para estudar. Na época, frequentava a faculdade de medicina, dava plantões e nas horas vagas começou a estudar programação para criar os aplicativos.

“São aplicativos criados para facilitar o dia a dia do médico. Temos, por exemplo, um aplicativo que traz a lista de procedimentos do SUS, um banco de dados necessário para preencher qualquer solicitação para exame, internação ou cirurgia. Em cada serviço há um livro gigante com códigos para cada procedimento que será feito”, explicou Maranhão. E o aplicativo traz cada código necessário de maneira fácil e rápida.

A MedPhone trabalhou em conjunto com o Conselho Federal de Medicina. “Eu fui para Brasília e desenvolvemos em conjunto o aplicativo de código de ética médica”, comentou o médico. Hoje a startup conta com 15 aplicativos diferentes, com mais de 400 mil downloads já realizados.

Modelo de negócios

Apesar de ter sido criada em 2010, a startup não contava com a disponibilidade total de Ricardo Maranhão pois ainda estava em processo de especialização. Agora, a startup já conta com dois sócios. Um sócio também é médico e atua como investidor, enquanto o outro sócio participa ativamente da empresa na área de tecnologia. A startup, que antes contava com Maranhão e ajudantes sazonais, agora possui seis funcionários – e três são programadores.

Os programadores entraram no time recentemente pois a MedPhone passará por uma repaginação completa em breve – de visual e talvez até de modelo de negócios. O modelo de negócios atual é a distribuição de aplicativos pagos e gratuitos para informar médicos e diminuir o tempo de processos.

“Facilitamos a vida do médico, a quantidade de gente que atende (conseguimos eliminar muita burocracia), e o mais importante: ajudando o médico, estamos indiretamente ajudando a melhorar a qualidade de saúde no Brasil inteiro”, disse Ricardo Maranhão. “Se o médico ao invés de gastar 20, 30 minutos para preencher um papel (pois precisará procurar milhões de códigos e realizar várias contas), diminuir o tempo pela metade, a burocracia termina mais rápido e ele terá mais tempo para conversar com o paciente”.

Em 2015, o médico foi realizar cursos de aperfeiçoamento em San Diego, na Califórnia. Lá, viu hospitais completamente tecnológicos no qual os prontuários inclusive lembravam os médicos de alergias ou condições anormais dos pacientes, para diminuir inclusive o erro médico.

“Principalmente no Brasil, ainda estamos na fase de transformar prontuários de papel em eletrônicos. Mas chegaremos à fase em que o computador irá nos ajudar a melhorar o nosso trabalho. Poderemos utilizar inteligência artificial, rede neural, big data para chegar a isso”, previu o empreendedor. Para conhecer as variadas formas que a tecnologia já está impactando a saúde e medicina, leia o nosso e-book gratuito.

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