Há bolha dos unicórnios? Grandes investidores em startups não conseguem concordar

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Por Paula Zogbi

4 de novembro de 2015 às 15:00 - Atualizado há 5 anos

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Ultimamente, é quase impossível escapar das conversas sobre bolha no Vale do Silício. Há quase 150 companhias privadas avaliadas atualmente em US$1 bilhão ou mais – apelidadas carinhosamente na indústria de “unicórnios”.

Isso está assustando alguns investidores, enquanto outros veem de maneira um pouco mais positiva.

Defendendo o primeiro lado, estão pessoas como o investidor anjo Marc Benioff, CEO da Salesforce. Ao Business Insider, ele afirmou que os CEOs dessas companhias estão “cometendo um erro imenso: estão esperando demais para abrir capital”. Segundo ele, levantar mais dinheiro que o necessário é prejudicial aos unicórnios.

As empresas “estão sendo arrastada por capitalistas de risco para aceitar essas enormes quantias de dinheiro. Se elas abrirem capital, a avaliação pública será menor do que as rodadas de investimentos”.

Outro que compartilha dessas preocupações é o investidor Bill Gurley, que estava na ativa durante a bolha das pontocom. Ele prevê que em breve haverá muitos “unicórnios mortos” nas mãos dos investidores.

Do outro lado, há Marc Andreessen, fundador da Netscape e da companhia de investimento Andersen Horowitz.

No fórum Fortune Global, ele disse que a impressão de estarmos vivendo uma bolha de tecnologia é falsa. Na visão dele, a tecnologia não é uma bolha, mas sim uma ruptura de longo prazo. “A tecnologia está subvalorizada desde 2000 até agora”, ele afirma. “Todas as empresas unicórnio juntas valem metade da Microsoft”, completa.

Ele diz que, apesar de o Vale do Silício estar animado com as startups de tecnologia, o restante do mundo, principalmente a bolsa de valores, ainda está na depressão. E foi isso que criou a situação atual: não há incentivo para IPOs, porque acionistas muitas vezes impedem o ritmo de inovação que é inerente a essas empresas. “A inovação deverá vir do lado privado”, ele afirma.

Com um pensamento semelhante, o presidente da maior aceleradora do mundo, a Y Combinator, Sam Altman, escreveu um post em seu blog afirmando, entre outras coisas, que os investimentos se tornarão uma ferramenta de recrutamento. “Pergunte ao Twitter se há uma bolha de tecnologia e eles vão rir da sua cara”.