Grow investirá R$ 25 milhões em fábrica de patinetes e bicicletas em Manaus

João Ortega

Por João Ortega

26 de julho de 2019 às 12:05 - Atualizado há 1 ano

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A Grow, marca de micromobilidade que surgiu da fusão da Grin com a Yellow, vai investir R$ 25 milhões em construção de uma fábrica na Zona Franca de Manaus. No local, serão produzidos patinetes e bicicletas elétricas (as bicicletas não elétricas usadas pela empresa continuarão a ser compradas da marca Caloi). O objetivo é reduzir de 30 a 40% o custo com o equipamento. As informações são do Valor Econômico.

A expectativa é que a fábrica comece a operar já no ano que vem com capacidade de produção de 100 mil veículos – ainda não foi especificada a proporção entre patinetes e bicicletas. De acordo com Marcelo Loureiro, cofundador da Grin, a redução de custo de produção permitirá que a empresa expanda operações para cidades menores, que, por enquanto, não são contempladas pela solução da startup. Hoje, também faz parte dos planos de crescimento da Grow atingir periferias das grandes cidades, onde há menos opções de transporte.

Atualmente, os equipamentos são importados da China. Com o fim dessa despesa e o início da produção local, a Grow busca uma vantagem competitiva diante das concorrentes no setor de micromobilidade urbana, como é o caso da Lime, que já opera em algumas capitais, e da Jump, que deve chegar ao mercado ainda este ano por meio do Uber.

Marcelo Loureiro ainda acrescenta que a produção local permitirá adaptar os produtos para necessidades do mercado brasileiro. Segundo o executivo, podem ser adotados freios manuais (hoje, são eletrônicos), sistemas melhores de amortecimento (para longevidade dos produtos) e baterias removíveis (que podem ser trocadas pelas próprias equipes de campo, sem necessidade de retornar os veículos à estação).

O projeto foi aprovado nesta quinta-feira pela administração da Zona Franca de Manaus, em reunião que teve a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da economia Paulo Guedes. O plano apresentado prevê que, em caso de demanda, a fábrica poderá operar em dois turnos e dobrar a produção do equipamento elétrico.