Gráfico mostra explosão impressionante no número de unicórnios mundialmente

Avatar

Por Paula Zogbi

8 de janeiro de 2016 às 10:18 - Atualizado há 5 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

Um gráfico lançado recentemente pela empresa de pesquisas CB Insights ilustra um cenário impressionante, o qual muitas pessoas já notaram há algum tempo: o número de startups avaliadas em mais de US$1 bilhão, as chamadas “unicórnios”, vem crescendo em um ritmo exponencial impressionante.

A imagem, que mostra uma linha do tempo começando em 2011 e terminando no segundo semestre de 2015, mostra logos de startups extremamente valiosas desde quando elas começaram a existir – e ainda mereciam o nome de “unicórnios” pela sua raridade. É notável: a partir de janeiro de 2014, o cenário virou outro.

Começando com empresas como Spotify, Square, Dropbox e Xiaomi em 2011, o gráfico passa de menos de 20 unicórnios que apareceram em 2011 para 7 em 2012, 6 em 2013 e uma multiplicação assustadora a partir de 2014. Veja a imagem (clique aqui para ver maior):

E o crescimento é cada vez mais rápido: uma pesquisa do CB Insiders publicada em meados do ano passado mostra que, ainda que as chances de uma startup se tornar um unicórnio sejam de mísero 1,28%, entre janeiro de 2014 e abril de 2015, foram adicionadas 14 startups ao clube do um bilhão de dólares. Mas entre abril e maio – apenas um mês – esse número foi de 15 novos unicórnios.

O CBI criou inclusive uma ferramenta de acompanhamento em tempo real de unicórnios no mercado. Na época, havia um total de 108 empresas do tipo ao redor do mundo.

Em dezembro de 2015, a empresa de venture capital First Round Capital realizou uma pesquisa que descobriu que 73% dos empreendedores que possuem opinião formada sobre uma possível “bolha de startups” acreditam que ela de fato existe. No Vale do Silício, investidores discordam veementemente sobre o assunto, e não conseguiram ainda chegar a uma conclusão.

Se o que vimos com as pontocom na década de 1990 está acontecendo novamente, e se os efeitos seriam similares ou completamente diferentes, ainda é muito difícil dizer. O fato é que as startups estão crescendo de uma maneira desenfreada, e as empresas tradicionais estão entre os grupos que começam a se preocupar.