Governo pode acabar com centenas de startups e impedir nascimento de outras

Da Redação

Por Da Redação

9 de junho de 2017 às 15:40 - Atualizado há 3 anos

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Muito ajuda quem não atrapalha. Infelizmente, não é isso que pode ser dito do Estado brasileiro. Quanto mais se pensa a respeito dele, chega-se a conclusão de que ele não é burro nem ineficiente: é sádico. Agora, ele pode decretar a morte de centenas de startups e impedir o nascimento de muitas outras.

Isso por que o Banco Central brasileiro quer incluir marketplaces em uma nova regra que obriga o uso da CIP (Câmera Interbancária de Pagamentos), o que pode jogar o custo destas startups para o alto. Atualmente, os marketplaces centralizam todo o valor arrecada com a venda no cartão de crédito e depois efetuam a divisão de valores (do valor do produto vendido e comissão) usando TEDs e DOCs para os terceiros.

A partir de setembro, todas as transações deverão ser feitas através da CIP e a quantia já deverá ser completamente separada imediatamente. Além disso, será necessário abrir uma área de compliance em cada startup e o custo de acesso da CIP é gigantesco para quem realiza milhares de operações por dia com baixo ganho – como é o caso de prestadoras de serviço como iFood e 99. Para centenas de pequenos marketplaces, a conta vai parar de bater.

Diversos negócios estão ameaçados, também pela possibilidade da perda do float – que é o dinheiro que a empresa retém e usa de capital de giro antes de receber o dinheiro da transação do cartão de crédito, que leva até 32 dias para ocorrer. “Quem não previu isso no modelo de negócios agora vai ter que se adaptar e rever a própria estrutura do negócio”, afirma Vitor Moura, CEO da startup Vida Class.

O grande problema de gerenciar separadamente os custos é a implementação do sistema, que é trabalhosa, tem custo elevado – proibitivo para empresas “em garagem” – e consume recursos técnicos que poderiam ser usados. “Por isso, muitas startups preferiram adotar o gerenciamento de recursos conjunto. O que muitas não esperavam é que o Banco Central pudesse mudar as regras e obrigar a homologação pela Câmara Interbancária de Pagamentos”, disse Moura.

Vida Class

Ele, porém, destaca que sua startup já operava assim anteriormente e, portanto, não vai sofrer com a perda do float. “A Vida Class, como plataforma de agendamento de consultas médicas e exames com preços reduzidos, já nasceu assim. O médico, por exemplo, recebe direto o valor da consulta e fica para nós apenas a taxa de conveniência”, destaca.

Quando a Vida Class começou a operar, separar os valores sempre se revelou muito mais seguro e transparente para as duas partes, médicos, profissionais de saúde e laboratórios de um lado, e a Vida Class, do outro. “Investidores também foram sempre taxativos ao preferir o sistema de liquidação centralizada pela transparência e confiabilidade”, finaliza.

Healthtech Conference

Ninguém quer ver uma startup com um objetivo tão nobre quanto a Vida Class ter problemas – mas, embora ela admita que não deverá sofrer com isso, outras deverão passar por problemas. Se o governo não atrapalhar, a Vida Class e outras startups trabalham para melhorar a vida e saúde das pessoas.

Nesse cenário, criamos o Health Tech Conference, evento que reúne as melhores startups e mais de 500 profissionais da área da saúde. É uma oportunidade para que médicos, profissionais da saúde, executivos de grandes empresas e indústria farmacêutica possam conhecer as startups mais inovadoras do mercado.

Mais informações pelo site do evento, clicando aqui.