Garoto funda empresa para ganhar “pizza e cerveja”, mas acaba vendendo por bilhões

O sucesso foi tanto que ele acabou vendendo a empresa por US$ 2 bilhões, fazendo com que US$ 500 milhões acabassem em seu bolso

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Por Da Redação

15 de setembro de 2015 às 11:23 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Qual o seu objetivo ao fundar uma empresa? Geralmente, as pessoas querem fazer bons produtos e ganhar bastante dinheiro. Porém, Palmer Luckey, fundador do Oculus VR, queria fazer bons produtos e talvez ganhar um dinheiro suficiente para comprar uma pizza e uma cerveja, conta o Business Insider

Só que o sucesso foi tanto que ele acabou vendendo a empresa por US$ 2 bilhões, fazendo com que US$ 500 milhões acabassem em seu bolso. Na época da venda, o comprador, Mark Zuckerberg do Facebook, ficou tão impressionado com uma demonstração do ocúlos de realidade virtual feita em seu escritório que resolveu embarcar para ir ver o novo modelo logo após. 

Era o desfecho de uma história que começou poucos anos antes, quando Palmer tinha apenas 17 anos (ele não podia nem beber a cerveja que esperava ganhar!). Após construir um supercomputador com 6 telas para jogar videogame – usando o dinheiro ganho desbloquando iPhones na adolescência -, Palmer se tocou que aquilo não era uma experiência tão imersiva quanto gostaria – e que talvez o melhor teria sido colocar uma tela pequena diretamente no seu rosto. 

Foi quando ele fundou a empresa junto com Brendan Iribe, que atuou como CEO e que achava a ideia muito boa, mas potencialmente não lucrativa – não mais que uma cerveja e pizza. Logo no começo, conseguiram levantar US$ 2,43 milhões de 9.522 pessoas diferentes. Já era um sinal de que a ideia valia muito mais do que uma refeição. 

Mesmo assim, a ideia dos dois era pagar os custos do equipamento, manufatura, entrega e as taxas de cartão de crédito e do Kickstarter, onde começou o projeto. Para viabilizar a ideia, acabaram até vendendo camisas da Oculus VR. Não demorou muito para começar a atrair investidores – recebendo US$ 16 milhões em investimentos ainda com um protótipo muito simples: uma tela colada na cara com fita isolante. 

Logo eles tinham um aparelho funcional, que permitiu que eles levantassem mais US$ 75 milhões em financiamento – seis meses depois do primeiro investimento. Palmer, com 21 anos, vendeu sua empresa para o Facebook logo depois, por US$ 2 bilhões. Zuckerberg gosta de falar que essa é a “próxima revolução da comunicação”. 

Atualmente, Palmer vive na cidade de Atherton, no Vale do Silício, a mesma cidade em que moram Eric Schmidt, presidente do conselho do Google, e a CEO (Chief Executive Officer) da HP, Meg Whitman. O jovem empreendedor, porém, mora em uma casa chamada “A Comuna” com sete amigos – e todos eles passam horas jogando video games por dia. 

Ele tem um escritório (de executivo) no Facebook, em Menlo Park, onde fica bastante tempo – embora ainda vá para a antiga sede da Oculus de tempos em tempos. Mas os funcionários pouco o reconhecem. “Há diversas pessoas que sabem tudo sobre a Oculus, mas não sabem quem eu sou”, contou à revista americana Forbes. 

Ele continua com um visual muito “casual”: camisa havaiana e sandálias, mas prefere andar descalço. “Inventamos os sapatos para proteger nossos pés do meio-ambiente. Mas eu vivo na Califórnia. É bem seguro por aqui. Nada vai acontecer se eu tirar meu sapatos”, afirmou. 

Uma das poucas coisas que ele comprou foi um esportivo elétrico Tesla Model S, de US$ 120 mil – falando que “Elon Musk é um cara legal que merece meu dinheiro”. Mas ainda é dono de uma van da GMC de 1986 (seis anos mais velha que ele, portanto), com carpete vermelho dentro. 

Ele passou o ano de 2014 e 2015 viajando para diversos lugares mostrando as “capacidades da Oculus” e desenvolvendo suas habilidades de showman – tão necessária para homens da indústria de tecnologia. Durante o ano ele também ganhou vários prêmios e foi capa de prestigiosas revistas, como a Forbes e Popular Mechanic’s. 

Ele, porém, deixa claro que o que ele gosta mesmo é de falar de sua invenção. “Não é sobre mim. É sobre algo muito, mas muito maior. Talvez maior que qualquer um”, afirma o garoto de 22 anos.