Mun Artesanal: colocando o tempê no mapa dos alimentos “plant-based”

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Por FoodVentures

3 de julho de 2018 às 14:42 - Atualizado há 2 anos

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O tempê talvez não tenha se popularizado no Brasil como um dos “queridinhos” dos veganos, mas se depender da Mun Artesanal, isso vai mudar. Para quem não conhece, o tempê (tempeh) é um alimento encontrado originalmente na Ásia e sua preparação consiste em grãos cozidos e fermentação com fungos por 22 horas – mais especificadamente, o fungo Rhizopus Oligosporus.

Fonte: Youtube.com/BernardJenni

A Mun Artesanal tem sua sede em São Paulo, onde produz o tempê em condições adequadas e utiliza-se de grãos como soja orgânica (não transgênica), ervilha, quinoa vermelha , feijão fradinho, arroz negro e grão de bico. Segundo informações do site da empresa, no processo de produção do tempê, os grãos devem ser deixados de molho na água por 12 horas, descascados, cozidos e inoculados. Em seguida passam por processo aeróbico e fermentação, que acontece em uma incubadora profissional de temperatura controlada (33°C), onde o fungo cresce por entre os grãos, dando liga e criando um bloco compacto de aspecto branco aveludado.

O tempê é considerado um alimento prebiótico, rico em fibras, altamente proteico, de grande digestibilidade e é naturalmente sem glúten. Pode ser um substituto da carne muito versátil na culinária, assemelhando-se muito ao tofu – outra especiaria da culinária asiática. Por ser feito a partir do grão inteiro, seu valor nutricional é bem maior

Fonte: Mun Artesanal

comparado aos produtos ultra-processados. As barrinhas da Mun Artesanal são embaladas à vácuo e pesam 275 gramas cada, contendo quase 40g de proteína, 35g de  fibra alimentar, menos de 500 calorias e nenhum conservante. O tempê dura até 5 dias na geladeira após descongelado.

Além de nutritivo, o tempê pode ser versátil na culinária, sendo utilizado em entradas, lanches, pratos principais ou petiscos. No site da Mun Artesanal você pode encontrar receitas deliciosas e dicas de como usar o tempê em pratos como bolonhesa, farofa e sushis. Tudo vegano!

Fonte: MunArtesanal

Mas como surgiu a ideia da Mun Artesanal? Os amigos Thomas Hendee, 27, e Eduardo Pimenta, 35, decidiram investir na produção de tempê depois que Thomas, que morou na Califórnia dos 4 aos 23 anos (com pelo menos 5 deles sendo vegano), sentiu falta de encontrar a proteína vegetal em São Paulo. Enquanto Thomas se dedicava à preparação do tempê, Eduardo se dedicou à identidade visual do negócio – assim surgiu a Mun Artesanal, ativa desde 2016.

Os sócios investiram cerca de 60 mil reais cada e hoje colhem os frutos, ao venderem 600 quilos de tempê por mês. Pensando na “estranheza” que o novo produto poderia causar, a empresa se dedicou a pensar maneiras inovadoras e práticas de introduzir a proteína. Resultado disso foi a participação em diversos eventos que promoveriam a degustação do produto ou que estivesse na agenda vegana, além da realização de oficinas promovidas pela própria Mun Artesanal onde os participantes aprendem a origem, história e propriedades do alimento e como ele deve ser produzido e preparado.

As oficinas são bimestrais e custam 100 reais por pessoa (a próxima acontece dia 7 de julho).

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(Via: Venture Beat)