Kuli Kuli: divulgando os benefícios da moringa e promovendo mulheres

Incentivo à cooperativas de mulheres agricultoras, vegetarianismo, superfood e nutrição. Lisa Curtis e sua empresa, Kuli Kuli, são a cara da nova geração de empreendedores.

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Por FoodVentures

4 de julho de 2018 às 14:53 - Atualizado há 2 anos

A Sra. Inovadeira quer saber e nós também: onde estão as startups de alimentos com mentalidade global do Brasil?

As startups norte americanas estão sempre em busca de ingredientes com potencial de sucesso, e muitos desses ingredientes podem ser encontrados em nosso país. É o caso da moringa, planta originária da Ásia e África, que cresce em áreas semiáridas tropicais e subtropicais. No Brasil, pode ser encontrada no Norte, mas ainda é pouco conhecida.

Empresas como a Kuli Kuli, atentas ao número de benefícios que a moringa tem, já apresentam produtos no mercado que utilizam o ingrediente. Considerada um “superalimento”, a planta é boa para a saúde e nutrição, além de ser positiva para a economia e o meio ambiente.

Segundo informações do Ecycle, existem 13 variedades de moringa. Sua árvore cresce muito rápido e pode chegar a até 12 metros de altura, e seus galhos são carregados de pequenas folhinhas verdes incrivelmente nutritivas. A planta se adapta bem em regiões de difícil proliferação de vegetais, em locais muito quentes e muito secos.

Na África e nas Filipinas, muitas famílias plantam uma árvore de moringa em seus quintais para garantir uso para consumo próprio, já que todas as partes da planta (folhas, vagens, flores, sementes e raízes) são utilizáveis e suprem necessidades básicas. “Se cada família que habita os trópicos tivesse uma árvore de moringa plantada no quintal de casa, haveria menos fome e desnutrição no mundo”, destaca Marina Chiapetta do Ecycle.

Fonte: Kuli Kuli “Moringa Farmers”

No site da Kuli Kuli você pode encontrar barrinhas de cereal, pó solúvel para shakes, chás, smoothies e bebidas instantâneas feitos com moringa. Além da alimentação, a empresa está atenta na área social e ambiental, e conseguimos entender o porquê quando conhecemos a história do nascimento da empresa.

Sua CEO, Lisa Curtis, estava como voluntária na Nigéria. Ela vivia com uma dieta baseada em milho e painço (espécie de cereal), por ser vegetariana, e estava se sentindo sem energia e preguiçosa. Então, as mulheres da cidade onde vivia lhe recomendaram a folha da moringa, muito presente na flora de lá. As mulheres locais a ensinaram como triturar as folhas até virarem um pó verde, podendo misturá-lo a outros alimentos de preferência.

A eficiência dessa receita fez Lisa enxergar uma oportunidade de levar esse “milagre verde” para os Estados Unidos e, quem sabe, para o mundo. Sua visão alcançou apoiadores como Kellogg, Clinton Foundation’s Haiti Program e a rede Whole Foods. Ela ainda firmou parceria com cooperativas de mulheres que lideram fazendas de plantio tanto na Nigéria, quanto em outros países do Oeste Africano e América do Sul.

Agora, gostaríamos de saber de nossos leitores: conhece alguma startup brasileira que trabalha com ingredientes nativos e inovadores? Entre em contato. E não perca mais conteúdos da parceria StartSe e Food Ventures!

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