“Com investimentos, começamos a criar novos produtos”, diz CFO do Nubank

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

25 de Maio de 2018 às 08:51 - Atualizado há 2 anos

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O primeiro produto do Nubank foi lançado em 2014, trazendo algo inovador para a época: um cartão de crédito sem anuidade e totalmente digital, desde a abertura à gestão da conta. No final do ano passado, em 2017, o Nubank lançou um novo produto: a NuConta.

Esses produtos fazem parte da missão da empresa de democratizar os serviços financeiros, fato reforçado pelo CEO David Vélez no evento de lançamento da NuConta. Ainda nesta semana, a fintech repaginou seu aplicativo para focar em outros produtos – até então, o aplicativo havia sido construído focado na usabilidade do serviço de cartão de crédito. “Somos o Nubank e não o Nucard por um motivo”, disse o CEO.

Focar em novos produtos é o caminho que o Nubank parece estar seguindo no momento. “Até agora, vínhamos investindo muito em um produto e, com outros investimentos, estamos começando a criar outros produtos”, comenta Gabriel Silva, CFO da fintech. A startup recebeu o aporte de US$ 150 milhões em 1 de março deste ano, investimento que a tornou o 2º unicórnio do país – ou seja, a startup atingiu o valuation de US$ 1 bilhão.

Mas é claro que, com o histórico do Nubank – e a diferença de tempo do lançamento entre um produto em outro -, deverá demorar um pouco até um novo produto surgir. Por enquanto, a startup está trabalhando em novas funcionalidades para a NuConta, para torná-la cada vez mais completa. Parte desse cuidado no lançamento de cada produto garante a confiança e credibilidade que a fintech hoje inspira em seus clientes. Atualmente, a conta de pagamentos da Nubank permite o rendimento mais alto que a poupança só pelo o dinheiro estar depositado ali, transferências gratuitas entre bancos, entre outras funcionalidades – seguindo a premissa da empresa de oferecer o produto com zero ou nenhum custo, é claro.

Até mesmo no cartão de crédito, produto lançado há 4 anos, novas funções são adicionadas. “No cartão de crédito, a última grande funcionalidade foi o pagamento da parcela futura com desconto. Nenhum outro cartão oferece isso, e ainda temos outras pretensões. O produto nunca está finalizado, estamos sempre elaborando”, explica Silva.

O CFO do Nubank afirmou que a empresa possui uma grande lista de ideias a serem executadas, algumas concretas, outras menos. “Nós temos uma lista grande e atacamos cada ponto por vez. Por enquanto, o foco total será em testar a NuConta em toda a nossa base”, comenta. Por enquanto, a conta de pagamentos do Nubank só está disponível para quem é cliente da fintech, mas em breve deverá ser um produto acessível para todo o público interessado.

“Já temos mais de 16 milhões de pessoas físicas pedindo o cartão e 4 milhões de clientes. Hoje, a nossa rede de clientes já está grande, mas depende muito ainda da aprovação de crédito – imagina quantas pessoas não conseguimos aprovar por essas questões! A NuConta chegará para todo mundo, não só para essa base”, afirma o CFO do Nubank.

Agora, a expectativa da empresa é de continuar crescendo. Recentemente, a fintech fez a sua primeira campanha de marca, na qual reviveu uma apresentação de Elis Regina da música “Como Nossos Pais”. Trechos da música que questionam modelos tradicionais estão sendo veiculados pela empresa em propagandas na cidade de São Paulo, como uma iniciativa para que novas pessoas conheçam o Nubank.

“Estamos querendo fortalecer um pouco a nossa marca com os consumidores que ainda não conhecem o Nubank – isso deve aumentar ainda mais a demanda da empresa”, comenta Gabriel Silva. “Queremos que o nome ‘Nubank’ fique mais conhecido entre as pessoas – pode esperar ver o Nubank mais na rua também”. O Nubank na rua através de propagandas, é claro, e não como agência física.

O CFO do Nubank

Gabriel Silva entrou no Nubak há dois anos atrás, mas já era sócio do CEO e fundador David Vélez antes mesmo da startup existir. “Trabalhávamos no mesmo andar e acabamos ficando amigos. Temos visões muito parecidas sobre as oportunidades no Brasil, e a mesma vontade de passar de investidor para empreendedor”, contou o CFO.

Antes de entrar na fintech, Silva foi CFO da Ideal Invest, empresa de financiamentos estudantis. O empreendedor acompanhava de perto o Nubank até a hora que a fintech cresceu e precisou de um sócio para cuidar apenas do financeiro da startup. “David Vélez me chamou para entrar na empresa como sócio porque, na época, havia apenas 6 ou 7 pessoas na área financeira e precisavam fortalecê-la”, explicou.

A área financeira do Nubank cresceu desde então e hoje possui vários squads (entenda a organização do time do Nubank aqui). Atualmente, Silva é responsável por realizar a análise financeira, viabilidade de produtos, contabilidade e investimentos da fintech.

Hoje, o Nubank conquistou seu público ao trazer uma alternativa mais acessível, viável e transparente de serviços financeiros ao seu cliente. Esse é um movimento seguido também por outras fintechs do país, que trazem novas opções frente ao mercado financeiro.