China: por que os bancos foram derrotados pelas fintechs?

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Por Isabela Borrelli

21 de Maio de 2018 às 16:27 - Atualizado há 3 anos

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Não é só no Brasil que as fintechs estão cada vez mais presentes em todos os tipos de rodas de conversa. O impacto delas no mercado financeiro tradicional é global e um dos países que mais foi afetado com isso (e em uma velocidade impressionante) foi a China.

“Nos últimos 5 anos, teve um aumento de atenção do mercado financeiro para as fintechs. As empresas e tecnologias na indústria financeira tem a possibilidade de causar uma disrupção no modelo tradicional, que faz parte da nossa economia há meio século. A China é um bom exemplo disso”, afirma Zennon Kapron, especialista no hub chinês de fintechs e diretor da Kapronasia, firma de consultoria e pesquisa de tecnologia da Ásia.

De fato, essa disrupção aconteceu de forma assustadoramente rápida na China. Há pouco mais de 10 anos, o cenário financeiro contava com diversos atritos. “Na China existiam muitos desafios no sistema financeiro. Por exemplo: para fazer um pagamento em uma loja, você tinha que passar o seu cartão, colocar a senha e assinar. Depois, poderia levar até 60 segundos para autorizar a transação”, conta Kapron.

O começo das fintechs na China ocorreu por volta de 2004, quando a Alipay (que depois deu origem à Ant Financial) nasceu. A revolução trazida pela plataforma se deu por facilitar pagamentos de e-commerces (uma vez que surgiu com o objetivo de fazer os pagamentos do e-commerce Alibaba), transações online e pagamentos via QR code.

A evolução desse sistema financeiro tem efeitos surpreendentes para o mundo inteiro. Um exemplo disso é que a Ant Financial, que nasceu a partir da Alipay, hoje é a maior fintech do mundo e vale US$ 150 bilhões (mais que o Goldman Sachs). Um detalhe: ela tem apenas 5 anos!

Para Zennon Kapron, o segredo para esse crescimento é o foco dos produtos nos indivíduos e o apoio do governo chinês: “Muitos dos empréstimos dos bancos iam para grandes empresas, o que significa que indivíduos não tinham acesso a capital. Então, essas iniciativas tecnológicas foram incentivadas pelo governo para atender esse nicho do mercado”. Não há dúvidas que deu certo: a Ant Financial possui mais de 500 milhões de clientes no setor de pagamentos somente na China.

Além disso, segundo o expert, outra questão relevante é a de que não é preciso apostar em tecnologias de última geração. O exemplo citado por Zennon é exatamente dos pagamentos via QR code: não é a tecnologia mais disruptiva do momento, mas com uma nova função, está transformando completamente o cenário financeiro do país.

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