Facebook do Neymar vale US$ 9 bilhões e empreendedor diz que pode ganhar com ele

Da Redação

Por Da Redação

23 de setembro de 2015 às 12:49 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Em 2009, Neymar era um garoto franzino em começo de carreira que, quem sabe, talvez se tornasse um “novo Robinho”. Menino de 17 anos, o santista usava a internet quando podia e era bem ativo nas redes sociais – chegando a pedir para uma Panicat seguir seu perfil no Twitter “para dar uma moral” e “zuando” com seus “parças”.

Hoje, aos 23 anos, Neymar é uma celebridade global, joga ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez no Barcelona, é campeão da Champions League e se tornou a principal esperança para a Seleção Brasileira no pós-7 a 1. O que não mudou? Ele ainda é bem ativo nas redes sociais e conta com 53 milhões de fãs no Facebook, entre brasileiros e estrangeiros (muito embora hoje as redes de Neymar sejam muito mais profissionais atualmente).

Só que esse perfil, com essa quantidade de fãs, vale ouro. O valor de mercado estimado é de cerca de US$ 9,3 bilhões ao multiplicar a quantidade de fãs pela média do valor de cada um deles, que é de US$ 175 de acordo com um estudo da empresa Syncapse, especializada em marketing digital. Esse perfil poderia render mais dinheiro para Neymar do que o seu salário no Barcelona ou que suas inúmeras campanhas publicitárias. E talvez ele não saiba a melhor forma de monetizar sua base. Mas há quem prometa transformar esse perfil em uma máquina de gerar dinheiro.

Rafael Prado, que está lançando um fundo para investir e gerir a monetização destes perfis, chamado Brand Called You, acredita que poderia ser a peça-chave para transformar as redes sociais das celebridades em máquinas de gerar dinheiro. “As pessoas não tem consciência do potencial financeiro reprimido em suas redes sociais quando existe engajamento. Um post de produto em uma rede como a de Neymar pode gerar milhares de reais em poucas horas caso seja utilizada a estratégia correta”, salienta o empreendedor.

Em sua estimativa, Rafael acredita que o Facebook do craque do Barcelona poderia gerar uma monetização potencial de US$ 684 milhões. Rafael destaca que esse número é baseado no mesmo estudo da Syncapse, que mostra que cada fã já engajado está interessado em gastar cerca de US$ 255 por ano para consumir um produto que esteja ligado às características únicas de uma celebridade – leia-se: não apenas um produto associado à celebridade.

You_Neymar

Este número é substancialmente menor do que os bilhões do valor de marca pois o engajamento geralmente varia de 3% a 5% do número total de fãs. “Esse número diminui conforme o tamanho da rede caso contrário haveria monopolização das timelines por parte dos maiores perfis. Sendo assim o Facebook tem diminuído a exposição para forçar que se pague por esta visibilidade para milhares de pessoas”, explica. Assim, é necessário algum investimento para poder liberar todo o potencial da rede de uma pessoa. 

Em uma estimativa muito conservadora de Rafael – considerando uma conversão de apenas 0,076% dos fãs a cada mês -, seriam US$ 5,2 milhões mensais. O salário de Neymar em seu time é de “apenas” US$ 13 milhões por ano, pouco mais que US$ 1 milhão mensal.

Rafael já trabalhava com isso antes, com celebridades brasileiras muito menos impactantes do que Neymar. E mesmo assim, chegava a ganhar milhões de reais com eles. Um de seus clientes era a apresentadora Solange Frazão, uma personal trainer que ficou famosa no Brasil no final da década de 1990.

Solange tem 52 anos, mas aparenta bem menos, e é uma espécie de “musa fitness”. Em uma cultura que cultua o corpo como a brasileira, seu know-how de manutenção da forma física é um produto potencial milionário. E foi o que Rafael fez, junto com Pyero Tavolazzi, empresário de Solange.

O empreendedor produziu um “infoproduto” que pudesse transmitir aos fãs o conhecimento de Solange e ao longo de apenas quatro meses, conseguiu receitas elevadas. Rafael usou uma estratégia de lançamento na base de 1 milhão de fãs que Solange tem no Facebook, engajando-os através de marketing de relacionamento. “A gente usa um modelo de aquecimento e no final as pessoas ficam sedentas por algo que elas querem consumir”, conta.

Isso permite a entrada em um mercado muito rentável: um fã é 500% mais propenso a gastar dinheiro do que um não-fã em um produto e tende a ser muito mais recorrente. Além disso, ele também trabalha no marketing do produto e através de seu engajamento pode gerar mais alcance dos posts da celebridade no Facebook, elevando ainda mais o número de pessoas interessadas no produto da celebridade.

“As pessoas que são grandes celebridades podem muitas vezes valer mais que marcas de megacorporações e gerar faturamentos elevados se souberem ativar isso. Nossa missão é valorizar cada pessoa dentro de sua especialidade e liberar seu potencial de monetização reprimida”, afirma Rafael, que conta com o empreendedor serial Ricardo Bellino como sócio e mentor para esta empreitada.

Bellino lança nesta quarta-feira (23) a BCY no Festival of Media LatAm 2015, que ocorre em Miami. A intenção dos dois: conseguir investir nos ativos digitais baseados nas marcas de grandes celebridades. “Isso nos pareceu um ativo adormecido, a celebridade poderia estar sendo valorizada em milhões de dólares. Mas primeiro ele não sabe que tem, e segundo ele não sabe monetizar”, destaca Bellino.

Há um grande dinheiro a ser ganho com a monetização das redes e a BCY deverá funcionar como um fundo interessado em ativar esse potencial – alcançando as pessoas mais relevantes do Facebook. Se Prado e Bellino conseguirem alcançar alguns dos nomes mais relevantes do mundo, como Neymar, ainda vai ter alguém para duvidar do sucesso?