Empreendedor chinês cria exoesqueleto inteligente que dá força sobre-humana

João Ortega

Por João Ortega

20 de setembro de 2019 às 16:01 - Atualizado há 9 meses

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Wang Chao, um empreendedor chinês franzino de 25 anos, levantou um carro de 1,6 toneladas em um programa de TV local. Além de impressionar a audiência, Wang apresentou ao mundo um protótipo de exoesqueleto inteligente que permite levantar e carregar objetos mais pesados do que o corpo humano conseguiria.

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O empreendedor criou a startup Tiejia Gangquan para comercializar o dispositivo, que custa cerca de US$ 4 mil. Entre os early adopters da tecnologia está a gigante do e-commerce JD.com, que pretende usar o exoesqueleto para auxiliar na logística de estoque.

O usuário veste o aparelho como se fosse uma jaqueta. Ele é equipado com um motor, bateria, sensores e um sistema central de controle. O peso total do equipamento é de pouco mais de 5kg, e ele dá força estimada em 30kg na região da cintura, parte do corpo essencial para carregar objetos pesados. O exoesqueleto conta com um sistema inteligente, por meio dos sensores, que identifica quando o usuário está carregando peso, liga o motor e promove a força sobre-humana.

Segundo o South China Morning Post, Wang afirma que teve a ideia de criar o dispositivo após assistir ao filme Homem de Ferro, quando ainda estava no Ensino Médio (no caso, no correspondente chinês deste). No longa-metragem, Tony Stark utiliza uma armadura inteligente para ter poderes de super-herói. “Os humanos precisam evoluir de uma vida baseada no carbono para uma baseada no silício”, diz o empreendedor. “Este exoesqueleto é uma solução de baixo-custo para realçar as capacidades do corpo humano, mas é apenas um ponto de entrada neste mercado”, revela.

A startup levantou, em novembro, mais de US$ 1 milhão em investimentos. Na fundação da Tiejia Gangquan, Wang Chao colocou cerca de US$ 1,4 milhão da reserva familiar no empreendimento.

Hoje, exoesqueletos são mais comuns na área da medicina, para reabilitação de pessoas que perderam a mobilidade, por exemplo. Na logística, é esperado que, no futuro breve, os carregadores sejam substituídos por robôs, tornando o projeto de Chao irrelevante. No entanto, a visão do empreendedor chinês se volta a mercados diversos e amplos.

“Todos vão precisar de exoesqueletos, por conta da limitação do nosso corpo. Por exemplo, se você pode correr a 100 km/h, não precisará de um carro”, prevê.