Ex-executivo do Google cria startup com ideia que é prática no Brasil

Chamada SalaryFinance, a startup permite que as pessoas consolidem seus empréstimos e gastos do cartão de crédito em um único empréstimo

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Por Júlia Miozzo

21 de setembro de 2015 às 12:24 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Dan Cobley, ex-executivo do Google, criou uma nova startup que promete ser a próxima “unicórnio” (startup com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão). Chamada SalaryFinance, a startup permite que as pessoas consolidem seus empréstimos e gastos do cartão de crédito em um único empréstimo feito pela startup. O valor total será é pago através das deduções de salário – o empréstimo consignado aqui no Brasil.

E qual seria o benefício? Isso poderia reduzir os juros pagos sobre o total em até um terço, a empresa afirma. A startup já anunciou parcerias com a Saga, grupo que emprega mais de 15 mil pessoas no Reino Unido, e com a Agilysys, firma de terceirização de 2 mil funcionários. Esse tipo de empréstimo já é comum no Brasil – embora não tanto através da web -, mas não no Reino Unido, segundo o Business Insider. “Procuramos fazer isso em escala nacional e estamos conversando com grandes empregadores”, disse o cofundador, Asesh Sarkar.

Até então, a empresa já arrecadou 3 milhões de libras do fundo de investimentos de Cobley, o Brightbridge, que devem cobrir os custos de desenvolvimento da plataforma e os operacionais. De acordo com os fundadores, os empregadores vão poder usar a empresa como uma ferramenta para atrair e reter funcionários – agindo como se fosse uma espécie de adiantamento de salário.

Sarkar teve a ideia para a startup quando soube que a babá de sua família estava com problemas financeiros. “Boa parte de seu salário era destinada para cartões de crédito e empréstimos, os quais ela estava sofrendo para conseguir pagar. Eu lhe dei um empréstimo para pagar todo o valor e ela economizou cerca de 8%”, afirma. Aqui no Brasil, isso significaria uma taxa de juro possívelmente muito menor que as atualmente cobradas.

Segundo a empresa, 30 minutos são suficientes para incluir uma nova empresa na plataforma da startup e a tecnologia é compatível com todos os esquemas de pagamento existentes. “O problema que estamos enfrentando é que os consumidores acreditam que somos bons demais para ser verdade”, disse Cobley. “Essas pessoas estão acostumadas com taxas de juros de bancos atraentes para descobrir depois que elas são muito mais altas. Nosso trabalho é convencê-las de que isso funciona exatamente como parece”.