Evernote deixa de fabricar acessórios físicos para focar em seu app

Os acessórios da empresa não eram tão acessíveis assim: a mochila, por exemplo, chegava a custar US$ 242 e a carteira US$ 100

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Por Júlia Miozzo

2 de fevereiro de 2016 às 15:46 - Atualizado há 4 anos

Fundada em 2007, a startup Evernote adotou a estratégia de sair somente do mercado de software para o mercado de produtos de estilo de vida, como cadernos, mochilas e outros acessórios, mas hoje, o chamado Evertone Market vai deixar de existir nessa quarta-feira (3). Alguns produtos continuarão sendo vendidos através de seus parceiros, como o caderno Moleskine e as stylus.

“Em última análise, entretanto, a Evernote é uma empresa de software”, escreveu o diretor de parcerias e produtos acessórios, em um post de blog. “Construir e aperfeiçoar a experiência Evernote é onde focaremos nossos futuros esforços”, completou.

Segundo informações do The Verge, para que o mercado de acessórios fosse lançado, o ex executivo do Google Glass Chris O’Neil assumiu como CEO da startup para auxiliar a equipe de vendas e preparar a empresa para a oferta pública. Mas, em setembro do ano passado, ela demitiu 30% de seus funcionários e, já em dezembro, cancelou o suporte para os produtos menos utilizados, como o aplicativo para o smartwatch Pebble.

Os acessórios da empresa não eram tão acessíveis assim: a mochila, por exemplo, chegava a custar US$ 242 e a carteira US$ 100. Segundo a empresa, foram 800 mil cadernos Moleskine vendidos, 300 mil styluses e aproximadamente 20 mil digitalizadores. Com exceção dos produtos que estão fora de estoque, eles poderão ser comprados até quarta-feira.