Estado Islâmico declara guerra contra aplicativo russo que “os ajudava”

Da Redação

Por Da Redação

19 de novembro de 2015 às 10:41 - Atualizado há 5 anos

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O Estado Islâmico declarou guerra ao Telegram, o aplicativo de mensagens que eles usavam até pouco tempo atrás. Isso ocorreu após os donos do software bloquearem 78 canais usados pelo grupo terrorista em 12 línguas diferentes – para atingir o número máximo de potenciais soldados de fora do mundo árabe, mostra o Business Insider

O aplicativo russo era frequentemente acusado de ser cumplíce por facilitar que os terroristas falassem anonimamente – e não fazia nada para bloquear ou ajudar nas investigações. “Privacidade é mais importante que o medo que coisas ruins aconteçam, como terrorismo. De qualquer maneira, o Estado Islâmico vai encontrar uma forma de se comunicar com seus soldados e se algo não parecer seguro para eles, eles vão fazer outra coisa. Não nos sentimos culpados por isso, ainda estamos fazendo a coisa certa, que é proteger a privacidade dos nossos usuários”, disse Pavel Durov, fundador do aplicativo em setembro. 

Dois meses, um avião russo abatido e ataques na capital francesa depois e o discurso do Telegram mudou. “Estamos chocados de saber que os canais públicos do Telegram eram usados pelo Estado Islâmico para difundir sua propaganda. Estamos avaliando todos os relatórios enviados e tomando a ação apropriada para bloquear esses canais”, alerta o aplicativo. 

O EI respondeu declarando guerra ao Telegram e alertando seus usuários. “Tenha muito cuidado, pois agora nada é seguro para usar, já que eles podem rastrear suas informações. Continuem usando VPNs e sejam cuidadosos. Que Alá os proteja”, afirmou um dos canais ainda ativos do grupo terrorista. 

O Telegram, porém, ressalta que esse banimento não é aplicável a restrições locais de liberdade de discurso. “Telegram não vai ser parte de censura motivada por política. Vamos bloquear bots e canais terroristas, mas não vamos bloquear ninguém que esteja expressando opiniões alternativas de maneira pacífica”, afirmam os responsáveis pelo aplicativo.