Essa startup é uma máquina de perder dinheiro (mas o Facebook queria pagar US$ 3 bi)

Da Redação

Por Da Redação

19 de agosto de 2015 às 15:20 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Uma empresa que gasta US$ 128 milhões em 11 meses e só ganha US$ 3 milhões nesse período não parece ser uma companhia muito saudável. Mas essa empresa é o Snapchat, um dos aplicativos queridinhos dos mais jovens, e que já foi alvo de uma proposta de aquisição pelo Facebook por US$ 3 bilhões – antes mesmo da empresa estourar.

Conforme mostra o balanço da empresa, vazado pelo site Gawker, a empresa não tem uma fonte constante de dinheiro. A empresa, que antes deste balanço era avaliada em US$ 20 bilhões – algo que deverá ser reajustado -, começou a colocar anúncios desde outubro de 2014 e o balanço é do começo de dezembro. Ou seja, são US$ 3 milhões por um mês e meio de anúncios – o que também não seria o suficiente para pagar os custos da empresa.

Embora os anúncios estejam acabando de começar, é fato que a empresa passará mais alguns anos no vermelho antes de começar a registrar algum lucro.  E o problema, a expectativa do mercado é que a empresa conseguisse receitas de US$ 500 milhões, com US$ 200 milhões de lucro – somente para que o valuation de US$ 3 bilhões do Facebook fizesse sentido, em uma conta simplística, claro.

O caixa da empresa atual, US$ 320 milhões, deve permitir que a empresa passe algum tempo se desenvolvendo para conseguir monetizar sua grande audiência, que hoje consiste de adolescentes. Uma das suas iniciativas é a função Discovery, que chamou a atenção para os valores elevados para anúncios e conseguiu pouquíssimos clientes – não se tornando a fonte de dinheiro que o Snapchat esperava.

Se essa nova estratégia de monetização não funcionar, dificilmente conseguirá justificar os US$ 3 bilhões que o Facebook queria pagar anteriormente – imagine os US$ 20 bilhões avaliados atualmente. Depois de recusar o dinheiro de Mark Zuckerberg, alguns falavam que Evan Spiegel era um gênio, já que a empresa saltou de valor em pouquíssimo tempo. Mas talvez o tempo mostre que essa não foi uma decisão muito esperta.