Empresas de e-commerce estão quebrando (e a culpa pode ser dos investidores)

Mais da metade dos compradores são mulheres, mas 94% dos investidores são homens

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Por Paula Zogbi

19 de janeiro de 2016 às 16:16 - Atualizado há 4 anos

O Vale do Silício tem demonstrado que as lojas virtuais não são exatamente o melhor investimento de Venture Capital para se fazer. Nomes como Fab.com – a primeira startup unicórnio do mundo – e Groupon são alguns dos maiores exemplos disso, sendo vendidos por frações de suas valuations.

Uma reportagem do site Tech Crunch lista algumas empresas, o capital investido nelas por alguns dos maiores nomes no universo das startups, e os preços (ou as estimativas de preços) pelos quais foram vendidas. São elas: One Kings Lane, Fab, Groupon, Gilt e Wish. O que essas empresas têm em comum? O público-alvo.

A tese de Jess Kimball Leslie, que escreveu o artigo, é relativamente simples: enquanto mais da metade dos compradores destes sites são mulheres (entre 60% e 70%), as investidoras mulheres do Vale do Silício são apenas 4% do total – e este número não está melhorando. O abismo entre os gêneros faz com que 96% dos investidores simplesmente não entendam o público das empresas nas quais estão apostando.

Além disso, de acordo com ela, fazer uma empresa dessas crescer na escala em que elas vêm crescendo é extremamente complicado. Transformar um e-commerce pequeno em um médio é uma ideia razoável; mas de médio para gigante é praticamente impossível, segundo o artigo.

Basicamente, a conclusão é a seguinte: só invista se você souber o que está fazendo.