Empresa de energia busca startups para acelerar no Brasil

Da Redação

Por Da Redação

20 de junho de 2017 às 17:48 - Atualizado há 3 anos

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Visitei ano passado uma iniciativa muito bacana em Portugal, o EDP Open Innovation, uma premiação para startups na área de energia, promovido pela EDP, antiga Energias de Portugal, a maior empresa do país. Aproveitando minha estadia em Lisboa, conheci outra iniciativa da empresa: o EDP Starter, uma incubadora para auxiliar startups em estágio inicial no setor elétrico.

Lá, diversas startups contavam com um grande apoio da empresa para desenvolver o futuro da energia, um dos setores que passarão por maior transformação nos próximos anos. E agora, a empresa quer trazer este programa para cá. “Em Portugal já está bem desenvolvido, desde 2012, e agora estamos trazendo para o mercado brasileiro e para Espanha”, explica Lívia Brando, gestora da área de inovação da EDP Brasil.

O programa terá um pacote de oportunidades para o desenvolvimento dos projetos, como um processo de aceleração e desenvolvimento especializado, mentorias com especialistas da EDP e do mercado e uma ampla rede mundial de relacionamento com parceiros que fomentam novos negócios. “Vamos ajudar cada startup, com varias questões: prototipagem, questões. A EDP é líder mundial em energias renováveis, tem muito know-how a ser trocado, além de sermos uma boa porta de entrada no mercado europeu”, destaca Lívia.

Ela acredita que este segmento vai mudar bastante e que a EDP precisa se preparar para isso – e precisa de criar um relacionamento de startups para tal. “Hoje nosso cliente (da EDP) é a Aneel, mas haverá uma mudança drástica no segmento, ele vai ser liberalizado. Estamos passando por uma revolução digital para poder atender melhor o cliente”, salienta.

Para isso, a companhia quer atingir dois tipos de startup especificamente. “São duas verticais, uma primeira para iniciativas focadas para o cliente e uma segunda para smart data, big data, IoT, VR e AR, linguagem cognitiva e chatbots. Tudo isso voltado para o segmento de energia”, diz.

A ideia é ser bastante abrangente pois o mundo do setor de energia elétrico mudará bastante, com as empresas se relacionando não apenas com o governo, mas com consumidores e outras empresas – além de uma gama imensa de novas tecnologias que deverão mudar processos e melhorando análise da própria EDP. “Esse programa queremos que seja bem amplo, pois são muitas oportunidades”, complementa.

E no momento de extrema transformação, são as startups que poderão ajudar a empresa a se manter moderna – uma coisa que acreditamos piamente aqui dentro do StartSe, tentando ajudar empresas a se manterem inovadoras. “Neste momento de intensa transformação do setor elétrico, a aproximação com as startups será essencial para aproximar soluções inovadoras à realidade das grandes empresas”, completa.

Entre todas as startups cadastradas (você vê o link para cadastro no fim desta matéria), cinco serão selecionadas no final para a aceleração – mas outras 5 também participarão de um bootcamp com mentorias. “Vamos selecionar 30 para entrevistar, 10 para um bootcamp e então faremos um pitch festival e teremos 5 selecionadas para o programa de aceleração até o fim do ano”, afirma Lívia. Estas cinco empresas terão um espaço de coworking no WeWork, em São Paulo.

E no final do processo de aceleração, essas empresas ainda terão a oportunidade de captar investimentos. “No final do programa, em dezembro, pretendemos ter uma rodada de pitch com a EDP Ventures e outros investidores. Nosso conceito é apoiar a startup desde o começo, para que ela se torne uma fornecedora para nós, é uma relação de ganha-ganha”, conta.

Leia mais: aprenda a fazer o melhor pitch para impressionar investidores

Esse programa está sendo feito com a parceria da consultoria Kyvo Design-Driven Innovation e é um dos poucos focados em startups em estágio inicial, de qualquer localidade do Brasil (quem for de fora de São Paulo terá uma pequena ajuda). “Devemos ter uma pequena ajuda de custo, principalmente para as startups se manterem aqui em São Paulo”, conta.

O período de inscrições vai até o dia 14 de julho, através deste link. É importante notar que não existe nenhuma contrapartida em termos de equity, a EDP só quer fortalecer empresas que são potenciais fornecedoras para ela. “Se tudo der certo aqui, vamos expandir o programa para o ano que vem”, finaliza Lívia.

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