Empreendedora cria aparelho antiestupro que grava ação e envia sinal GPS

Através do smartphone, polícia e familiares podem ser alertados se o equipamento de segurança for ativado

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Por Júnior Borneli

10 de agosto de 2015 às 09:53 - Atualizado há 5 anos

Quando uma mulher foi estuprada no complexo de apartamentos onde morava, Rebecca Pick, estudante da Universidade de Strathclyde sentiu medo e raiva. A vítima tinha gritado por socorro, mas não conseguiu atrair a atenção de quem estava próximo.

“Foi terrível”, diz Rebecca, 22, que recentemente se formou em Marketing. “Pensei, então, que deveria encontrar alguma forma de obter ajuda em um momento de perigo como aquele.”

Assim, enquanto estudava para as provas finais, Pick teve a ideia de um dispositivo eletrônico simples que usa um telefone celular para alertar a polícia sobre o local exato de um ataque em curso. Ele também transforma o celular em um dispositivo de gravação que reúne provas para uso posterior no tribunal.

The Personal Guardian, que mede aproximadamente seis centímetros e pesa 40 gramas, pode ser anexado a uma alça de sutiã, cinto ou outra peça de roupa. Para ativar, o usuário pressiona os dois botões de ambos os lados do dispositivo, o qual ativa o seu telefone celular. Este por sua vez aciona uma chamada para uma estação de monitoramento, onde a equipe vai ouvir a gravação ao vivo para saber se um ataque está ocorrendo. Se a ação violenta for confirmada, a polícia recebe a localização exata do local através de sinal GPS.

O dispositivo criado por Pick originalmente tinha um botão grande, mas ela mudou para dois, ambos pressionados juntos, para reduzir os falsos alarmes. Se o dispositivo é ativado acidentalmente, a equipe na estação de monitoramento deve ser capaz de identificar.

“Eles podem, por exemplo, dizer se você está rindo ou se está gritando, ou se há uma diferença em sua respiração, como um pânico. Depois de terem autenticado isso, a polícia é alertada e uma lista de amigos ou familiares também pode ser notificada de que o alarme foi ativado.

O dispositivo está ligado ao telefone via Bluetooth. O centro de monitoramento tem um software que pode isolar e ampliar sons específicos para que eles possam avaliar se é uma briga ou um conflito, mesmo se o telefone estiver em uma bolsa ou bolso.

Pick conseguiu € 60 mil euros de investimento-anjo liderado pela Gabriel Investimentos e produziu um protótipo impresso em 3D. O produto final será de cor neutra, por isso não irá aparecer sob a roupa.

O dispositivo será gratuito, mas os usuários terão que pagar uma taxa mensal de € 5 a € 10 euros para o serviço de monitoramento.

Fonte: The Guardian