Em meio à insatisfação de motoristas, Uber cresce no Brasil e vai a Salvador

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Por Paula Zogbi

24 de março de 2016 às 08:46 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Mesmo com greve de motoristas marcada para a próxima segunda-feira, a empresa de caronas Uber se movimenta para crescer ainda mais no Brasil.

O Uber já está avaliando possíveis motoristas na capital baiana, cujos taxistas já se manifestaram contra o aplicativo em apoio às movimentações de outras cidades. O serviço pretende estar em funcionamento ainda neste ano.

Na semana passada, o prefeito de Salvador, ACM Neto, criticou o modelo praticado pela companhia norte-americana em um evento que redefiniu as regras do transporte por táxis na cidade. “Quero reafirmar o meu compromisso de trabalhar para combater a clandestinidade. Nós não podemos admitir que um pai ou uma mãe de família, que paga suas taxas e segue o regulamento, [passem por uma] uma competição desleal e injusta com quem está na clandestinidade, com quem não se submete às regras e não passa pelo crivo do poder público”, disse ele, em discurso compartilhado no Facebook.

Como resposta, o Uber disse em nota que é “completamente legal”, enquanto alguns cidadãos de Salvador comentaram a postagem. De um lado, havia os que apoiam a chegada do serviço como alternativa ao baixo número de táxis na cidade; do outro, pessoas diziam que o Uber é prejudicial aos profissionais que trabalham com táxis.

Insatisfação dos motoristas

Concomitantemente a isso, os motoristas do Uber em outras cidades brasileiras estão se organizando em uma greve de 24h, no dia 28 de março. As reivindicações são aumento na tarifa e maior repasse aos motoristas – atualmente, motoristas de UberX recebem repasse de 75%, e de Uber Black recebem 80%.

Em um grupo de Facebook, motoristas que não apoiam a greve já são chamados pejorativamente de “Uber Happy”, enquanto outros reclamam que não conseguem nem mesmo pagar as despesas e manutenção do carro tendo algum lucro. O aumento do preço da gasolina é um dos principais motivos para os valores terem se tornado insuficientes, segundo eles.