“Enterre a erudição! Foque a aula em dinâmicas que engajem”, diz VP da Kroton

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Por Isabela Borrelli

18 de abril de 2018 às 15:58 - Atualizado há 3 anos

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No painel Nova Realidade Universitária, no Edtech Confenrece, Eduardo Glitz, sócio da StartSe, mediou a conversa sobre educação na universidade com quatro experts: Júlio de Angeli, da MedCel, Mário Ghio, da Kroton, Everton Martins, da Mettzer, e Sandro Nhaia, da Med Room.

A primeira provocação do painel foi: quais são as habilidades essenciais que precisam ser ensinadas?

Além do conhecimento técnico ser importante, Mário Ghio acredita que hoje os empregadores não estão interessados somente em candidatos com essas habilidades, mas também em quem tem habilidades sociais. Elas são, no caso, as chamadas soft skills, ou seja, habilidades humanas, como liderança, trabalho em equipe, empatia, entre outros. Entre elas, o expert aposta principalmente em uma: a adaptabilidade, uma vez que o mundo (e as tecnologias) está mudando muito rápido e será preciso profissionais que sejam capazes de acompanhar as tendências.

Aproveitando o comentário sobre tendências e futuro da educação, Eduardo Glitz questionou os participantes sobre o que mudará nos próximos 10 anos. Para Sandro Nhaia, a mudança será radical: “Acho que não terá mais o modelo que temos hoje. Você saberá rápido o que quer para o futuro, uma vez que o acesso à informação será muito grande”.

Já Mário Ghio e Júlio de Angeli acreditam que no Brasil isso ocorrerá de forma mais lenta. Como ter o diploma em ensino superior no país ainda é um privilégio, Ghio acha que isso ainda será relevante daqui 10 anos e que o diferencial serão instituições que consigam oferecer ensino para a vida inteira das pessoas. Já Júlio aposta na difusão cada vez mais forte do ensino híbrido e também na mudança de mentalidade dos professores, que precisarão entender melhor os alunos e encontrar formas de inovar e conquistá-los.

Quando questionados sobre o que recomendariam para amigos que trabalhassem no ensino superior, as respostas foram variadas. Everton Martins acredita que os educadores devem começar a olhar para seu trabalho de forma analítica: “É preciso aplicar o marketing digital para a sala de aula, começar a medir a retenção do público, criar um funil para as aulas, por exemplo”.

Ao mesmo tempo, Mário Ghio foi categórico: “Enterre a erudição! Foque a sua aula em dinâmicas que engajem seus alunos. Por que não fazer dinâmicas que também ensinam cálculo, por exemplo? O conteúdo precisa perder a relevância e a dinâmica precisa ganhar!”.