Startup foca em melhorar ensino por meio de feedback para professores

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Por Isabela Borrelli

9 de abril de 2018 às 19:34 - Atualizado há 3 anos

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Todo mundo eventualmente já passou pela situação de ser aluno em uma aula ou curso que não era muito inspirador. Pode ter sido a forma como o professor lecionava, ou mesmo o tema da aula, a questão é que isso não é tão difícil de acontecer. Então, eis a questão: como fazer o professor ter ciência do que melhorar e como fazê-lo?

É para resolver essa questão que a Kanttum, startup de educação, foi criada. Bom… Não exatamente.

Inicialmente, a edtech tinha como foco outro público-alvo: os alunos. Isso não surpreende, uma vez que, hoje, a maioria das startups do setor estão de olho nesse mercado – só no Brasil há mais de 40 milhões de alunos. Mas não era só isso, uma vez que até o nome da startup e o produto eram diferentes.

Chamada Replay4me, a edtech tinha como objetivo ajudar alunos, principalmente do Ensino Médio que têm uma carga horário pesada, a fixarem melhor o conteúdo das aulas. Em poucas palavras, a solução era a seguinte: gravar aulas e disponibilizá-las em uma plataforma online para os alunos que desejassem assisti-las novamente depois.

A reviravolta se deu quando, ao testarem a solução no Colégio Pentágono, a instituição ter questionado sobre o uso de imagem dos alunos (um problema para o qual a startup não tinha solução) e também se eles não poderiam usar os vídeos para os professores ao invés dos alunos. O problema era simples: a rede tinha muito mais professores do que coordenadores, o que fazia com que a avaliação não tivesse periodicidade e uma gestão frequente. Com o aplicativo, seria possível fazê-lo mais frequentemente e os próprios professores poderiam se autoavaliar.

Pablo Sales, CEO da Kanttum, afirmou que viu o que poderia ser uma oportunidade. A decisão foi apostar no modelo e, em paralelo, manter a ideia das aulas reprisadas para alunos. “Em 2015, a gente apresentou a solução na Feira Educar, afirmando que a gente poderia ou gravar a aula para o aluno assistir ou para o professor se assistir e fazer essa mentoria ou feedback. 80% dos educadores que visitaram nosso stand apontaram que fazia mais sentido a observação das aulas pelos professores, com mentorias e feedbacks” revelou Sales.

A decisão estava tomada e, depois de passar 6 meses desenvolvendo a solução no programa de mentoria da Start-Ed, programa da Fundação Lemann com a Endeavor, o negócio começou a decolar. Em 2016, a startup já começou a atender grandes clientes, como Cultura Inglesa, Insper, Eleva Educação, entre outros, e, em março de 2017, a marca se reposicionou, focou totalmente em treinamento de professores e adotou o nome Kanttum.

A Kanttum

A edtech funciona da seguinte forma: o professor baixa o aplicativo, posiciona na sala de aula num ângulo que ele consiga ter uma visão geral e grava. O app, por sua vez, compacta e faz o upload do vídeo. Depois, o professor deve assistir às aulas e selecionar as que serão enviadas aos coordenadores.

“O ideal é o professor ter autonomia de selecionar a aula que ele quer enviar para o mentor ou coordenador. Geralmente as instituições determinam a periodicidade (um vídeo a cada dois meses ou a cada mês, etc.). Se o professor pode selecionar as aulas, dá mais liberdade para ele. O objetivo não é ele se sentir vigiado!”, frisa o CEO.

Depois, na própria plataforma o coordenador faz os apontamentos tais como no que melhorar, etc, onde é possível criar protocolos de observação de aula, mentoria e feedback para identificar os pontos fortes e fracos do corpo docente.

A startup não só deu certo, como também já está na fechando um investimento Série A, com o qual ela pretende abrir um escritório em São Paulo e apostar em um tima pedagógico, responsável pela mensuração de impacto da ferramenta. Mas os planos não acabam aí: no futuro, a startup planeja apostar em inteligência artificial e machine learning para avaliar aulas, podendo ser capazes de dizer se a aula foi boa ou não, quais as falhas, etc.

Quer saber mais sobre a Kanttum? Ela participará da Startup Village, na Edtech Conference, dia 18 de abril. Garanta a sua vaga no evento e fique por dentro das últimas inovações no mundo da educação!