Economia compartilhada e empreendedorismo faz a China se tornar… comunista

Da Redação

Por Da Redação

29 de Maio de 2017 às 13:45 - Atualizado há 3 anos

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A revolução comunista de 1949 na China não melhorou a vida das pessoas, que passaram por décadas completadas, passaram fome e tiveram. A introdução do capitalismo na década de 70 fez com que o país voltasse a crescer e a vida melhorasse no gigante asiático.

Mas agora a China voltou a embarcar em uma onda coletivista! Só que, desta vez, o resultado tem sido bom e não negativo: nada mais do Estado tentando controlar as pessoas e sim a explosão da economia compartilhada por lá, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. As pessoas já não querem mais ser donas de nada por lá, e sim compartilhar os mais diversos bens.

Que ironia: é o capitalismo e o empreendedorismo que estão trazendo o comunismo para a China. Por lá, a economia compartilhada vai além das tradicionais bicicletas que já estão presentes nas principais cidades brasileiras. Em Pequim, por exemplo, é possível alugar uma bola de basquete por cerca de R$ 1 por hora. Basta ir até uma quadra, ir até uma vending machine e passar o seu celular por lá, escaneando um QR Code. Pronto, debitado e você pode usar a bola. Basta devolver no final.

Em Shenzen, 20.000 guarda-chuvas estão disponíveis para o público, que paga cerca de R$ 0,50 por hora para desfrutar dessa comodidade (novamente, basta escanear um QR Code). Depois disso, é só devolver o guarda-chuva na estação mais conveniente e pronto. E se precisar, pode ficar por ele por tempo indeterminado.

Esse “comunismo” é tão grande na China que deve crescer 40% e atingir US$ 705 bilhões neste ano. Em 2020, este setor da economia deverá ser um décimo de todo o PIB (Produto Interno Bruto) da China, o suficiente para fazer a economia compartilhada chinesa maior que boa parte das economias mundiais.

5 setores de economia compartilhada, sozinhos, podem gerar cerca de US$ 335 bilhões até 2025, acredita a PricewaterhouseCoopers: compartilhamento de carros, viagem, finanças, de pessoal e streaming de músicas e vídeo. Esse crescimento vai ser exponencial, já que estes setores movimentam cerca de US$ 15 bilhões atualmente.

Cerca de 1,69 bilhão de yuans foram investidos em startups do setor entre abril e maio, de acordo com a Reuters. A maior parte deste dinheiro, cerca de 1,13 bilhão de yuans, foi para startups que compartilham power banks – carregadores portáteis de celular. Outras iniciativas menos tradicionais receberam o restante.

A crítica que tem sido feita é que muitas dessas startups não estão lucrando o suficiente: seus modelos são intensivos de capital, possuem receitas baixas e lucrar pode ser difícil. Por isso, teme-se que este crescimento da economia compartilhada seja uma bolha alimentada pelo dinheiro dos investidores e que, quando este secar, as startups vão todas quebrar.

Principalmente na China, onde todos os planos precisam ser gigantes: a E Umbrella Sharing planeja uma “expansão modesta” de 30 milhões de guarda-chuvas. Se o modelo não estiver bem alinhado, o prejuízo é grande e pode tirar. Na China, as startups só conseguem ir bem ou mal se possuírem um investimento.

Por outro lado, aqui no Brasil existe uma infinidade de oportunidades de empreendedores buscarem neste segmento. Se você tem uma ideia e quer aplicar, baixe nosso passo a passo de como montar uma startup de sucesso.

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