Drible a falta de produtividade da sua startup

Da Redação

Por Da Redação

16 de fevereiro de 2015 às 17:54 - Atualizado há 6 anos

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A produtividade é questão-chave para qualquer empresa que almeje resultados e crescimento, especialmente as brasileiras, que ainda precisam lidar com o atraso cultural do país nesse quesito –para se ter uma ideia do tamanho do problema, estudos recentes atestam que o trabalhador brasileiro produz em média cinco vezes menos que o norte-americano.

Não é diferente para as startups. É exatamente por isso que um dos principais fatores para a morte prematura de muitas delas é o excesso de dinheiro, provindo de investimentos sem qualquer critério ou planejamento. Resolvida a questão financeira, entram em foco a comodidade e a procrastinação, o famoso deixar para depois. Resultado: a produtividade despenca, quase sempre levando junto com ela o negócio para o buraco.

Para piorar, o ambiente tecnológico contribui significativamente para que os empreendedores – e por consequência seus funcionários – deixem de lado tarefas importantes. Navegar nas redes sociais é só um dos muitos exemplos. Quem nunca se viu diante de um problema (que poderia ter sido resolvido em poucos minutos) se estendendo por horas ou até dias a fio com a “ajuda” do Facebook?

Mas se o problema é cultural e requer muito tempo e investimento em educação para ser eliminado, como amenizá-lo para pelo menos evitar que a empresa seja prejudicada? A resposta pode estar na ciência comportamental.

Segundo pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, publicada pela Folha de São Paulo, baixa produtividade e procrastinação não têm nada a ver com a dificuldade de gerenciar o próprio tempo ou com a falta de motivação, mas sim com a ausência de regulação própria, ou seja, disciplina.

Um dos truques para driblar esse problema é aproveitar o “efeito Zeigarnif”, estímulo que força o cérebro a terminar algo que começou. Isso faz com que o caminho seja dividir projetos grandes em etapas menores, para que estejamos sempre dispostos e focados em concluir algo.

Trabalhar com foco e energia por períodos curtos e intercalados com descansos é, inclusive, uma das melhores formas de aproveitar ao máximo o poder do cérebro. Os melhores violonistas do mundo, por exemplo, estudam em sessões de 90 minutos com descansos de 15 minutos, não mais que quatro horas por dia.

Não é tentador? Mas antes de ficar “animado” com essa informação, pare e pense quanto tempo por dia você realmente trabalha na sua produtividade máxima (diga a verdade!) e faça as contas do que você e sua equipe poderiam fazer pelo futuro do seu negócio se dispersassem menos.

E entenda “dispersar” como um conceito mais amplo, estendido a reuniões improdutivas, controles excessivos e ineficientes e planejamentos mirabolantes e detalhistas que raramente expressam a realidade… Nada disso alavanca uma startup, mas sim a ação imediata, com foco e velocidade, evitando os excessos e desperdícios, principalmente de tempo.

 

Mudança de hábito

Aumentar a produtividade é também questão de hábito, ou melhor, de mudança de hábito. É o que explica – e ensina – o livro “O poder do hábito, por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”, do jornalista do New York Times Charles Duhigg.

O Poder do Hábito

Há algum tempo na lista dos mais vendidos nos EUA e também no Brasil, o livro traz, em termos gerais, descobertas de neurologistas, psicólogos, sociólogos e publicitários sobre o funcionamento dos hábitos e como eles podem ser transformados, trazendo enormes impactos não só para a produtividade e o futuro das empresas, como também para a vida.

É leitura indispensável para empreendedores e seus colaboradores. Se você ainda não leu, adquira esse hábito.