CrediGO: a fintech com modelo de negócio da China no Brasil

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

25 de outubro de 2018 às 07:55 - Atualizado há 2 anos

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Com a experiência adquirida como líder antifraude na Uber da China e diretor de operações na fintech 51 Credit Card – uma das fintechs inovadoras para ficar de olho, segundo um relatório recente da KPMG -, o chinês Stone Zheng decidiu abrir sua própria fintech de cartão de crédito. Ao visualizar o grande uso do meio de pagamento no Brasil, Stone e Bruno Chan optaram por abrir a fintech no país.

Juntos, com o conhecimento de Bruno Chan no mercado brasileiro e a experiência de Stone na China, eles fundaram a CrediGO. A fintech reúne todos os cartões de crédito do usuário em apenas um aplicativo, concentrando desde suas faturas ao limite dos cartões.

“Não é fácil lembrar de todas as taxas dos cartões. No Brasil, muita gente não consegue pagar a conta no final do mês, criando uma bola de neve em taxas de juros. Na China, temos juros de 20% ao ano, aqui são 300% – isso é impensável e cria problemas para muita gente”, diz Stone. O aplicativo ainda ajuda a organizar as finanças pessoais de seus usuários, ao auxiliá-los na gestão do próprio orçamento.

Atualmente, o aplicativo já está disponível para download no Google Play e está em fase de aprovação para ser disponibilizado para a Apple Store. Além disso, a fintech já está em busca de realizar parcerias com empresas locais para criar uma pontuação de crédito e utilizá-la para que os usuários consigam taxas mais acessíveis.

“No futuro, queremos desenvolver negócios como pagamentos e investimentos. Queremos aplicar o que vimos na China para o mercado brasileiro”, afirma Stone. A fintech começou a operar em outubro deste ano e atingiu 4 mil downloads na Play Store no primeiro dia, conforme descreveu no China Day Conference desta quarta-feira (24), evento da StartSe que traz as inovações da China para o Brasil.

“Hoje, as fintechs estão presentes diariamente na vida de todos. Elas podem mudar totalmente o ecossistema que está funcionando aqui, agora. Na China, podemos ver isso claramente, com diferentes aplicativos e suas funções”, disse Stone, utilizando o case do Alibaba como exemplo.

Foto: Eduardo Viana