“Crash no mercado é a melhor coisa que poderia acontecer”, diz CEO de Unicórnio

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Por Paula Zogbi

4 de novembro de 2015 às 12:02 - Atualizado há 4 anos

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Segundo o co-fundador da companhia de mensagens instantâneas Slack, Stewart Butterfield, os valores das empresas de tecnologia está alto, mas não existe bolha.

Em entrevista ao CNBC, Butterfield, que também ajudou a fundar o site de hospedagem de imagens Flickr, disse não estar preocupado com uma bolha e que sua startup poderia sobreviver mesmo que o mercado mude de direção. O Slack já está avaliado em mais de US$1 bilhão, o que o encaixa nas companhias que recebem o apelido de “unicórnios”. Atualmente ela vale US$ 2,8 bilhões. 

A preocupação no Vale do Silício é sobre um possível excesso de efervescência da cena de tecnologia, o que fez com que grandes nomes do capital de risco como Bill Gurley se preocupassem. Os valores de empresas como o Slack crescem em um ritmo muito veloz.

Mas, para Butterfield, “não podemos dizer em todas as vezes que há uma correção no mercado que há uma bolha chegando – isso tem que significar algo, certo? Nesse caso eu não acho que vai estourar e nada vai sobrar. Posso imaginar um ambiente em que o Slack, da maneira que existe, seria avaliado em um bilhão de dólares – mas posso imaginar um onde é avaliado em quatro bilhões”, ele afirma, destacando que o valor da sua empresa é muito volátil.

Ele também afirmou que há uma razão para que algumas empresas sejam avaliadas em preços tão altos. A receita do Slack, por exemplo, teve um período de 70 semanas em que cresceu 5,5% por semana – eles ainda estão medindo o crescimento semanalmente. E, para o CEO, uma quebra no mercado poderia ser beneficial à sua companhia.

Em entrevista, ele afirmou que “um crash gigante é a melhor coisa que poderia acontecer, na nossa perspectiva. Os espaços de trabalho ficam mais baratos, os salários, menores, as compras de anúncios saem mais em conta e adquirir empresas se torna mais realista”.