Cidades inteligentes: como sua vida vai ser transformada nos próximos anos

Da Redação

Por Da Redação

2 de fevereiro de 2018 às 14:10 - Atualizado há 3 anos

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1 hora e 25 minutos. É o atraso de um ônibus em uma tarde de quinta-feira na cidade de São Paulo, na região da Vila Mariana, por conta de uma batida de carros na Avenida Paulista. No momento em que o referido ônibus chega, uma enorme multidão está esperando por ele – entre os muitos que desistiram de pegar aquele ônibus por causa do atraso (afinal, muita gente tem compromisso).  

Essa história, que ocorreu comigo alguns anos atrás, vai se tornar cada vez mais rara conforme cidades do mundo inteiro comecem a se tornar mais inteligentes. Naquele dia, cheguei super atrasado no médico que estava indo. Perdi o horário e só consegui me consultar por causa de um encaixe. Me pareceu um exemplo de como administrar mal um recurso da cidade – e como poderíamos ter cidades mais eficientes se fizéssemos algumas pequenas mudanças no dia-a-dia.  

Esse é o conceito de “smart city”, cidade inteligente e que deve ser uma tendência para os próximos anos. Várias cidades já estão fazendo mudanças para se tornarem mais inteligentes: Amsterdã, Barcelona, Dublin, Madri, Manchester, Estocolmo e várias na China. Ele é a transformação suprema de uma cidade, com a conectividade de todos podendo ajudar na vida das pessoas – usando principalmente internet das coisas na estrutura física das cidades e inteligência artificial.  

As cidades inteligentes usam melhores seus recursos, possuem menos trânsito e algumas delas até mesmo possuem ferramentas de democracia direta. Em Amsterdã, por exemplo, as luzes da cidade variam de acordo com a quantidade de pessoas que estão na rua naquele determinado momento – ajudando a cidade, como um todo, a ter um gasto de energia elétrica menor.  

Além disso, cidades inteligentes possuem uma mentalidade de startup: coletam milhares de dados e usam a análise deles para aprender, iterar e ficar cada vez melhores – aprendendo com os seus habitantes, ao invés de tentar encontrar um modelo que os “controle”. Isso faz com que as cidades fiquem mais eficientes, mais seguras e que seus serviços sejam cada vez mais abrangentes na quantidade de pessoas alcançadas.  

Como transformar as cidades em cidades inteligentes 

O trabalho de adaptação de uma cidade inteligente, porém, não é fácil. É necessário um projeto, muitos recursos e anos de execução. Aqui no Brasil, a sombra da corrupção paira sobre isso, deixando as pessoas desconfiadas com qualquer grande obra que tenha que fazer alterações na cidade (principalmente quando se coloca empreiteiras no meio).  

Mas podemos começar de maneira simples, através do setor privado: em São Paulo já existem aplicativos que mostram, de maneira rudimentar, quanto tempo demora até o próximo ônibus passar. O Waze já fez com que o trânsito das cidades fosse “distribuído” para as ruas secundárias. E muitas imobiliárias já estão construindo edifícios de maneira inteligente, com serviços de economia compartilhada que permitem a redução do gasto de energia e água, recursos importantíssimos para a cidade.  

Sim, o mercado imobiliário é um dos grandes “sócios” dessa empreitada para transformar as cidades brasileiras em cidades inteligentes. Ele pode, um prédio por vez, ajudar as cidades a serem mais econômicas. A indústria da construção e o mercado imobiliário são a primeira linha de frente no esforço de transformar nossas cidades!  

Para te ajudar a entender mais das mudanças que o mercado imobiliário está realizando na caminhada para um mundo melhor, mais sustentável e inteligente, preparamos um evento exclusivo em São Paulo – conheça aqui a programação e não deixe de ir. Este tem o potencial de ser um evento transformador para quem participar: traremos os principais nomes do mercado de tecnologia associado ao mercado imobiliário para tratar do assunto. É imperdível.