Conheça os robôs que estão tirando os investimentos dos grandes bancos

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Por Mariana Rodrigues

26 de Maio de 2017 às 15:35 - Atualizado há 3 anos

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Os grandes bancos estão acompanhando de perto uma nova forma de investir que ameaça roubar boa parte da sua base de clientes. São os robos-advisors. Investir por meio dessas ferramentas geralmente custa menos e rende mais do que muitos dos produtos financeiros dos bancos tradicionais, e ainda por cima dispensa conhecimento de finanças.

No mundo, essas empresas já receberam aportes de capital no valor de US$ 1,32 bilhão desde 2012, segundo o relatório “A Wealth Tech World”. Veja como vai o segmento de robo-advisor no Brasil.

O que é um robo-advisor

O robo-advisor é uma forma automatizada de consultoria em investimentos para pessoa física. O cliente preenche um formulário para que o robô identifique o seu perfil de investidor e os seus objetivos financeiros. Em seguida, a pessoa transfere o dinheiro para uma corretora parceira, e o algoritmo procura, entre centenas ou milhares de produtos financeiros, quais são os mais adequados para aquele cliente. Escolhida a carteira, o robô dá a ordem para a corretora comprar os ativos.

O robo-advisor não fica com a custódia dos ativos, mas sim a corretora. Se qualquer uma das fintechs for à falência, ninguém perde os investimentos, que ficam no nome do cliente.

Quais são as fintechs de robô-advisor no Brasil

Vérios – Tem um patrimônio sob administração de R$ 100 milhões, com crescimento médio mensal do número de clientes em 29% ao mês nos últimos 12 meses.

Custo: 0,95% ao ano, incluindo todas as taxas.

Investimento mínimo: R$ 12 mil diretamente, ou R$ 5 mil com a indicação de um usuário ativo.

Aporte recebido de terceiros: R$ 4 milhões, em uma rodada de investimento-anjo e outra de seed. Os investidores são individuais e não tiveram os nomes divulgados.

Magnetis – Não divulga o número de clientes ou patrimônio. Seu CEO, Luciano Tavares, foi vice-presidente da Merrill Lynch no Brasil.

Custo: custo médio de 0,76% ao ano, incluindo taxas.  

Investimento mínimo: R$ 10 mil.

Aporte recebido de terceiros: R$ 3 milhões dos fundos Monashees Capital, Redpoint e.ventures, 500Startups, NH Investimentos e do investidor Guilherme Horn.

WarrenLançada em janeiro deste ano, já tem 7 mil clientes.

Custo:  0,8% ao ano, inclusas as taxas.

Investimento mínimo:  R$ 100.

Monetus – Lançada em agosto de 2016.

Custo: 0,45% ao ano.

Investimento mínimo: R$ 100.

Aporte recebido de terceiros: R$ 80 mil pelo programa de aceleração SEED. Um aporte de investimento-anjo de Wilson Brumer, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais, estado de origem dos fundadores, de valor não informado.

Alkanza – lançada no Brasil esse ano pela corretora Rico.

Custo: Taxa de administração de 0,5% ao ano mais custos das operações.

Investimento mínimo: R$ 5 mil.

Vantagens em relação aos bancos  

Enquanto em um banco a taxa de administração de um fundo pode chegar a 4%, com qualquer uma das fintechs o custo fica abaixo de 1%. Outro fator de vantagem para as fintechs é que elas não têm conflito de interesse com o cliente, como no caso das instituições financeiras. “Assessores de corretoras e gerentes de banco ganham comissão sobre os produtos que indicam, então um cliente pode receber um produto que é muito melhor para quem está indicando do que para ele próprio”, como explicou o CEO da Warren, Tito Gusmão.

Vale reforçar que, embora o robô automatize a escolha dos investimentos, o seu sucesso depende das pessoas que constroem o algoritmo. “Apesar dos investimentos via robo-advisor serem automatizados, a estratégia por trás dos algoritmos é necessariamente humana”, explica Luciano Tavares, da Magnetis.

O tamanho do mercado

Os robos-advisors brasileiros estão de olho nas pessoas que guardam o dinheiro em aplicações que rendem pouco ou que têm custo alto. Hoje, os brasileiros guardam, juntos, mais de R$ 600 bilhões na poupança, sendo que existem aplicações do Tesouro Direto e também títulos privados com rendimento líquido maior e segurança similar. Ainda, há títulos privados fora dos grandes bancos com rentabilidade mais alta.

Para Felipe Sotto-Maior, CEO da Vérios, há muito espaço no mercado para os robôs crescerem: “Hoje os clientes dos segmentos que os bancos classificam como Varejo Tradicional e Varejo de Alta Renda possuem, juntos, cerca de R$ 1,5 trilhão em produtos de baixa rentabilidade”.

A Magnetis também tem planos para tirar clientes dos bancos. “Nossa meta é administrar R$ 1 bilhão em investimentos até 2019”, diz o CEO da fintech, Luciano Tavares.

 

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A Let’s Talk Payments (LTP) é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ele é COO da SGC Conteúdo.

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