Conheça a OneSkin, a startup que irá retardar o envelhecimento

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Por Isabella Câmara

5 de Maio de 2018 às 18:49 - Atualizado há 2 anos

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Caroline Oliveira é mais um exemplo de empreendedora transformada no Vale do Silício. “Tudo começou quando eu estava terminando o meu doutorado. No final dele, eu me juntei com duas amigas que também estavam inconformadas em só pesquisa e publicar uma pesquisa. Nós não queríamos que isso ficasse somente na academia, queríamos inovar”, conta. Com essa vontade em mente, Carolina decidiu tentar empreender em seu próprio país de origem.

“Mas não deu certo. Faltava um mentor no projeto que nos ajudasse tanto na parte da tecnologia quanto na parte de business. Além disso, faltava possibilidade de investimento por causa da crise que o país enfrentava”, diz. Foi então que apareceu oportunidade de ir para o Vale do Silício. CEO e cofundadora da OneSkin, a biomédica compartilhou um pouco da história da startup no Vale do Silício durante o Silicon Valley Conference, que está acontecendo hoje (5).

“Quando nós chegamos no Vale, tínhamos uma proposta de criar uma pele humana para evitar testes em animais. Mas hoje, tudo mudou e estamos estudando métodos de rejuvenescer a pele humana”. De acordo com Carolina, fica muito claro para a startup que é possível, sim, reverter o processo de envelhecimento. “Muitos falam de imortalidade, mas nós queremos apenas estender o tempo que vivemos com saúde de forma produtiva”.

De acordo com ela, esse processo de prolongamento da vida seria uma enorme economia para o sistema de saúde mundial e estimularia os novos modelos de negócio – uma vez que permitirá uma maior produtividade. Esse processo, segundo Carolina, só é possível porque o envelhecimento é flexível. “Existe um código em nosso DNA que ajuda a medir o envelhecimento. Manipulando ele, nós conseguimos reverter o envelhecimento”, explica.

Conforme a pessoa envelhece, suas células se dividem. Essa divisão, segundo a biomédica, só pode acontecer até no máximo 50 vezes. “Depois disso ou a célula morre ou vira uma célula senescente”. Quando a última opção acontece, essa célula causa uma inflamação em tecido saudáveis e prejudica a produtividade de uma pessoa. Em alguns testes feitos pela própria startup, foram comprovados que camundongos que tiveram suas células senescentes deletadas, viveram 30% e indicam uma tendência menor a desenvolver qualquer tipo de câncer.

A OneSkin, a primeira empresa a ser capaz de quantificar o efeito rejuvenescedor de produtor no mercado, agora busca descobrir quantos anos seu próprio produto será capaz de retardar o envelhecimento. “Se as nossas pesquisas se confirmarem, teremos o nosso próprio produto no mercado em 1 ou 2 anos”, revela.