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Da Redação

Por Da Redação

8 de Maio de 2015 às 11:41 - Atualizado há 6 anos

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O Podcast Rio Bravo entrevista Adrianno Barcellos, que é CEO da plataforma Saúde Controle. Na entrevista, Barcellos fala sobre as características da iniciativa, que proporciona aos usuários o acesso aos dados médicos que, geralmente, estão espalhados e inalcançáveis tanto ao paciente que precisa realizar exames de rotina quanto àqueles que necessitam de atendimento mais especializado. A partir de um cadastro simples, informa Barcellos, estes dados podem estar disponíveis no computador, nos tablets ou mesmo no celular. Embora recente, a iniciativa já atraiu a atenção de investidores nos Estados Unidos. No Brasil, a estratégia da plataforma Saúde Controle tem buscado articular com as empresas para incentivar o engajamento de novos usuários. “As empresas têm capacidade de criar rotinas e promover o engajamento necessário para que as pessoas insiram seus dados”, explica Barcellos.

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Perguntas/Respostas

Adrianno – Estamos absolutamente entusiasmados com esse momento, com essa oportunidade de internacionalizar nossa empresa tão rapidamente. Os desafios são enormes, mas a satisfação é maior ainda.

Como surgiu a iniciativa dessa plataforma e como se deu a operação no Brasil?

Adrianno – O Felipe Spilman, que é o fundador e idealizador do Saúde Controle, chegou com uma oportunidade. Ele falou: “Poxa, não tenho nenhum histórico médico. Tudo está na mão do hospital, do laboratório, do meu médico… Eu frequento o mesmo médico porque ele já tem o meu histórico… A gente não tem essa informação na palma da nossa mão.” E aí surgiu a ideia de se montar algo como um aplicativo. Hoje, você tem a estrutura em cloud que permite você ter recursos muito mais baratos para você operar esse tipo de produto e aí a coisa começou. O Saúde Controle vem de uma necessidade. Acho que a questão do empreendedorismo vem justamente daí, de identificar essas oportunidades através das pautas daquilo que realmente o mercado está carente.

Não foi o primeiro aplicativo relacionado à saúde que surgiu. Como que, especificamente, o trabalho de vocês em pensar a reunião de todos esses dados se desenvolveu?

Adrianno – Alguns diferenciais que a gente tem é justamente a nossa capacidade de trazer e buscar as informações na web. Nós temos robôs de buscas hoje que trazem todos os exames para dentro de uma mesma plataforma, e ninguém tem isso da forma que a gente se propõe. E aí uma feature foi puxando a outra, uma funcionalidade foi puxando a outra. Desde os remédios organizados, as consultas… A automação do processo que fez com que o Saúde Controle tivesse esse grande diferencial em relação aos nossos concorrentes. Da forma como a gente se apresenta, a gente entende que não tem.

Como funciona especificamente a integração de dados que vocês estabelecem a partir desses buscadores?

Adrianno – A participação do indivíduo é fundamental nesse processo. A gente percebeu rapidamente que não é uma coisa natural por parte do indivíduo organizar as suas informações. De uma maneira geral, não é natural guardar nenhuma informação, seja médica, seja financeira… O que a gente tem que fazer é criar estruturas para que isso aconteça de uma forma mais automatizada possível. Eu costumo dizer que o nosso desafio maior é mostrar para toda a cadeia, todos os stakeholders, que você colocar essa informação no mesmo lugar, colocando esse indivíduo em primeiro lugar, é o sucesso do nosso negócio. A partir do momento que o médico receba um paciente que já venha com relatório médico de um colega, ele vai ser muito mais eficiente e muito mais assertivo. Se ele tiver informação dos remédios que eu tomei nos últimos anos, ele vai ser muito mais assertivo e rápido no diagnóstico. Se ele tiver acesso aos exames que os laboratórios disponibilizaram da mesma forma, o hospital, enfim, todas as informações colocadas em uma mesma plataforma. Hoje não acontece isso, por isso que temos que criar esses robôs de busca, mas o processo está já de engajar toda essa estrutura em prol do usuário. Não é fácil, mas a gente tem sentido que, aos poucos, as coisas estão acontecendo.

Antes da entrevista, você estava comentando um pouco sobre a possibilidade de resgatar alguns exames antes mesmo da ideia desse aplicativo ter sido concebida. Conta um pouco disso. O sujeito pode conseguir esses exames desde que eles existam no banco de dados.

Adrianno – Hoje, você faz exame em vários laboratórios e cada um deles disponibiliza essa informação através de login e senha para o seu usuário. Se você faz em um determinado laboratório, ele te dá um login e senha, e você ou seu médico acessam através do login e senha. Você hoje tem vários laboratórios onde você faz seus exames. Não necessariamente você faz sempre no mesmo laboratório. O que a gente fez? Foi criar os robôs de busca para todos os exames, então você simplesmente cadastra, ou seja, colocar o login e senha de um determinado laboratório, dá sincronizar e ele automaticamente está buscando essas informações e trazendo para dentro da nossa plataforma. Hoje, como as informações, embora estejam dentro dos laboratórios, pertencem ao usuário, e esse usuário pode entrar no sistema, fazer um copy, pode copiar essa informação, pode imprimir aquele exame e não existe nenhum tipo de invasão. O que ele faz é, ao se logar no nosso sistema, ele simplesmente automatiza esse processo e armazena essa informação para ele dentro da nossa plataforma. Ele passa a ter essa informação, seja no computador, seja no mobile dele, tanto IOS quanto Android, totalmente integrado às informações independentemente de qual plataforma.

Você tem algum tipo de resistência por parte de alguns usuários em relação a esses dados?

Adrianno – Não do usuário. Obviamente as pessoas tende a querer entender o que uma plataforma dessa vai fazer por elas, de que forma isso vai ser armazenado, de que forma isso vai estar guardado, qual o sigilo dessas informações, vantagens… Uma preocupação que a gente teve desde o começo foi de realmente montar uma plataforma robusta, uma empresa que já nasce SA, a gente tem a Ernest Young, melhores bancas de advogados, melhor estrutura de segurança, isso hoje está tudo armazenado dentro da Amazon. Temos os maiores níveis de segurança disponíveis no mercado, comparável a um site de banco, vamos dizer assim, até porque essa é uma informação sigilosa e tem que ser mantida dessa forma. A gente tem hoje processos dentro da companhia para que dê essa segurança para o usuário.

A resistência é por parte dos laboratórios e dos hospitais?

Sim, em primeiro momento também não entendiam, e agora, o que é muito bacana, o nosso objetivo não é fazer algum tipo de invasão, muito pelo contrário: é atraí-los e prestar um serviço de melhor qualidade para nosso usuário. Colocar o usuário onde ele merece estar, no centro desse universo, isso prestando serviço de melhor qualidade. Eu costumo dizer que, em alguns laboratórios, quanto dinheiro os laboratórios perdem com pessoas que não aparecem para os exames, pessoas que aparecem, mas não estão preparadas conforme orientação para fazer um determinado exame. Você vê toda uma estrutura de agenda, de agendamento… A gente foi ver isso a fundo. É muito dinheiro que se deixa na mesa por conta disso. Então, por que não ter uma integração com esse usuário, de forma muito mais amigável, e às 5h da tarde receber uma notificação no celular dizendo: “Lembre-se que você tem mais duas horas para comer”. Aí dizem:”Ah, mas a gente manda essa informação.” Mandam um e-mail para mim quando eu marquei o exame há um mês, eventualmente mandam um e-mail lembrando, mas não tem um acompanhamento mais perto desse usuário. Eu estou dando um exemplo de uma forma dos próprios laboratórios se aproximarem. Vemos, no futuro, as pessoas demandando. Hoje, a gente não tem essa força ainda, mas, no futuro, as pessoas mesmo demandarão para os laboratórios: “Disponibilizam as informações no Saúde Controle?” “Não.” “Então eu vou fazer o exame em outro laboratório.” A ideia é que você tenha a informação na palma da sua mão.

E por parte desses usuários que já aderiram, qual o feedback que vocês tem recebido? Vocês utilizam esses dados como referência para aprimorar?

Adrianno – Você pensar que até outro dia não tinha informação nenhum médica dos meus filhos. Quem vai com eles no médico é minha mulher. Eu tenho todas as informações por escrito dos meus filhos na palma da minha mão, que meu filho fez uma cirurgia e que eu tenho um relatório médico dessa cirurgia no meu celular. Eu estava na praia com meu filho e, por mais que fosse uma praia, estava em um local superermo, sem estrutura médica, mas eu tinha um médico amigo que disse que meu filho tinha feito essa cirurgia e que não poderia entrar no mar por quatro meses. Passou o tempo, ele entrou e estava dentro do período que podia se molhar, mas começou a sentir dor no ouvido. Esse amigo, que não é um especialista, mas eu pude mostrar o relatório da operação para ele que meu filho tinha feito pelo celular na praia. Ele olhou o relatório, tinha todas as informações detalhadas de qual era o procedimento que tinha sido feito no meu filho e ele ficou absolutamente tranquilo quando viu. Disse: “Não, isso é normal em função disso, disso e disso.” Enfim, pode dar um diagnóstico baseado nas informações. Isso é um exemplo que estou dando que aconteceu com meu filho de como uma ferramenta dessa pode auxiliar. Você ter toda sua informação médica… Imagina olhar para trás e ter toda sua informação médica. A gente está implantando uma séria de coisas agora, como um botão de pânico, onde as pessoas simplesmente vão apertar um botão e você vai ter ligado ao hospital, o médico já recebe um relatório com todas suas informações… Enfim, tem uma infinidade de coisas bacanas que uma ferramenta como essa pode emprestar.

Como que é a trajetória dessa ferramenta fora do Brasil?

Adrianno – Isso foi desde que a gente sentou com a Ernest Young e eles ratificaram que a gente tinha um produto com potencial de ser global. A gente tomou todos esses cuidados na estruturação da empresa, na forma como a nossa empresa foi estruturada. Desse trabalho que iniciou aqui, a gente não imaginava… Vamos fazer uma consolidação aqui, pelo menos o início de uma consolidação no mercado brasileiro e sair para essa internacionalização. Esse processo acabou sendo selecionado em uma missão que estava indo para Nova York, onde através da Sofitex, que é ligado ao MCT, que é o Ministério da Ciência e da Tecnologia, e estavam fazendo uma pesquisa de empresa, na verdade uma busca de empresas brasileiras que tivessem o potencial de se internacionalizar. Na área de saúde, nós fomos selecionados. Confesso a você que nós formas para lá muito mais para ganhar experiência, para entender o ambiente, porque não tínhamos na nossa cabeça que fossemos assinar um contrato como a gente assinou. Só que uma vez que a gente tomou a decisão de ir para lá, vamos direito. E aí fizemos uma apresentação bacana, preparamos uma animação sobre o nosso negócio, um discurso muito afiado. Esse trabalho todo que a gente fez, essa estruturação, foi fundamental nessa conquista. E fomos para lá. Lá, tivemos contato com vários investidores, tivemos oportunidade de fazer a nossa apresentação, em que você tem 3 minutos para vender o seu negócio.

O que chamou mais atenção dos investidores?

Adrianno – Você tem uma apresentação em três minutos e uma brasileiro chegando em Nova York, falar que uma tecnologia que foi toda desenvolvida no Brasil, tem ambição de ser global. Desde nosso DNA, nós já nascemos para ser global. Isso teve um efeito muito positivo, pelo menos nessas pessoas com quem a gente estava lá apresentando, a ponto de, ali mesmo, uma dessas pessoas falar que gostaria de se aprofundar conosco. A gente já saiu, naquele mesmo dia tivemos uma reunião já no final do dia, dessa reunião já marcaram com mais dois investidores no dia seguinte, depois mais uma reunião, e de lá para cá, assinamos o contrato. Estamos no processo hoje de finalização do que é o modelo do mercado norte-americano, baseado na nossa estrutura. Eles gostaram. A apresentação foi no Power Point e a evolução disso, viram realmente a ferramenta funcionando, a exportação de dados, busca, como isso funcionava, e, por incrível que pareça, ficaram bastante impressionados. Eu confesso a você que até nós ficamos surpresos com a rapidez com que as coisas aconteceram. Mas já estamos com contrato assinado, iniciando operação internacional. Isso já deve estar pronto até final de julho e deve estar sendo lançado.

No Brasil, o vínculo maior é com as empresas. Como é esse relacionamento acontece?

Adrianno – Não é só porque o vínculo maior é com as empresas. O nosso ideal é que as pessoas se tornassem viral. Uma pessoa fala para a outra, e fosse baixando o aplicativo e organizando seu histórico médico e que de alguma forma a gente tivesse um impacto positivo na vida das pessoas através da nossa ferramenta. Como eu falei, isso não é natural. As pessoas não fazem isso de forma natural. As pessoas precisam ficar engajadas nisso. E aí, de novo, dentro desse modelo de saúde que se apresenta, você tem as operadoras, os clientes, os contratantes desse serviço e os funcionários na ponta que utilizam o serviço. Você tem uma operadora aqui trabalhando com empresas, mas interagindo muito pouco com a gestão da saúde. São muito mais relatórios daquilo que aconteceu, nada preventivo. As empresas têm muito pouca informação sobre o que está acontecendo dentro da sua carteira. E o funcionário usando esse serviço de saúde muitas vezes de forma indiscriminada, faz-se exame novamente… Então a ideia é que, através das empresas, e a empresa tem essa capacidade de disseminar uma cultura, de criar rotinas dentro dela, justamente para disseminar essa cultura e fazer com que as pessoas realmente insiram seus dados ali. A gente costuma dizer que você tem algumas formas para isso e seus incentivos pessoais. “Fábio, você hoje está acima do peso. Se você conseguir emagrecer X quilos são suas metas pessoais. Você ver ter isso atrelado ao seu bônus…” Enfim, você tem campanhas dentro de qualidade de vida e promoção de saúde que você pode estar engajando as pessoas nesses desafios. Ou a pessoa que não faça exercício físico. Você tem várias formar para isso. Então, a ideia é ou reembolsar 100% das suas despesas médicas se você estiver com suas informações atualizadas. As pessoas, infelizmente ou felizmente, isso faz parte do ser humano, precisam estar motivadas por alguma coisa, ou porque elas estão ganhando alguma coisa ou porque, de alguma forma, estão sendo penalizadas. Eu falo: “Existem tantos radares nas ruas controlando a velocidade e se as pessoas fossem conscientes de que não podem correr.” As pessoas não correm não porque aquilo é importante para elas, mas porque não querem levar multa. Eu acho que, da mesma forma, você começa a trazer a saúde na palma da sua mão, geralmente criando rotinas de benefícios para esses usuários.