Como os ICOs podem revolucionar o investimento em startups

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Por Isabella Câmara

2 de janeiro de 2018 às 10:47 - Atualizado há 3 anos

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Nos últimos meses o número de pessoas me perguntando sobre criptomoedas cresceu de forma absurda.

Questões como “O que é isso?”, “É bolha?”, “É pirâmide?” e similares aparecem em meu e-mail quase que diariamente.

Algumas dessas pessoas possuem preocupações ou ao menos uma curiosidade genuína, enquanto outras, simplesmente querem dicas para especular e ganhar algum dinheiro, algo também válido, mas que honestamente, sempre recomendo evitar.

Porém, independente dos ganhos financeiros que milhares de pessoas estão tendo com o mercado de criptomoedas, que podem ou não serem sustentáveis a longo prazo, existe uma tendência se desenhando.

Falo dos ICOs, ou “Initial Coin Offers”.

Afirmo, com todas as letras que caso você seja um empreendedor ou investidor anjo, você definitivamente deveria estudar melhor esse mecanismo, e é justamente isso que vou te ajudar a fazer.

Captação de dinheiro hoje

De modo geral, a enorme maioria dos negócios em algum momento precisa levantar capital externo.

Seja por meio de dívidas, investimento anjo, venture capital, ou mesmo um IPO tradicional.

Quando pensamos em startups, o capital normalmente é levantado seguindo uma sequencia que começa com o investimento anjo, seguido por SEED, series A, series B, VCs e por diante.

A existência de uma possibilidade de exit no futuro via aquisição ou IPO, é um dos principais fatores que ampliam a oferta de Venture Capital em um país.

Cada pessoa que investe, na média, pensa em receber uma parte do negócio, por um preço X, que venderá por um valor maior no futuro.

Essa venda da participação, pode acontecer entre as diferentes rodadas de captação de investimento, ou em um “EXIT” final, seja por meio da venda da Startup ou um IPO.

Problemas com essa estrutura

O grande problema da estrutura atual de captação de recursos é que ela é restritiva e custosa.

Do ponto de vista do investidor, além do risco de analisar mal um negócio, existe também um risco de passivos legais que podem eventualmente o atingir.

Como dívidas, processos trabalhistas e outros.

Quando pensamos nos custos legais de um investimento e que ele requer somas de capitais que podem ser consideradas grandes para muitas pessoas, o número de pessoas aptas e dispostas a investir cai drasticamente.

Do ponto de vista do empreendedor as coisas também não são simples.

O acesso ao capital de investimento de risco é muito restrito, normalmente reservado à projetos que já possuem alguma escala e tração.

Enquanto isso, investimentos Anjos e SEED, acabam em sua maioria acontecendo por meio de uma rede de contatos próxima, o famoso “QI”.

Assim, caso você já não seja relativamente grande, ou tenha contatos, é quase impossível levantar capital para um novo negócio.

Uma nova possibilidade

Como disse anteriormente, os investidores na média, investem pensando em vender a parte da empresa que receberam por um valor maior.

Em um negócio de sucesso, isso muitas vezes acaba acontecendo em um IPO.

Quando a empresa abre o seu capital, ela pode levantar dinheiro no mercado através de milhares, as vezes milhões de pequenos investidores, com quantias pequenas e risco reduzido, mas que combinados, oferecem muitos recursos para o negócio.

O grande problema aqui é que IPOs são restritos a grandes empresas, já consolidadas, pois são custosos e possuem critérios que dificilmente uma startup em seus primeiros anos consegue atingir.

Assim, voltamos aos ICOs.

Em um ICO, uma startup consegue levantar fundos de forma descentralizada e com custos mínimos, aumentando o seu potencial alcance de investidores.

Da mesma forma, um investidor consegue alocar capital em um volume menor e sem vínculos que gerem passivos legais, reduzindo o seu risco.

No processo a startup emite os chamados “TOKENS”, que são de certa forma como ações que a empresa pode conceder direitos como recebimento de dividendos (como já feito pelo ICO do Bankera) ou até mesmo votos em decisões da startup. (como feito no ICO do Finom)

Captações superiores da 30 milhões de dólares, investidos por dezenas de milhares de investidores ao redor do mundo, permitem que negócios levantem o capital necessário para operar, enquanto que investidores, conseguem participações em potenciais empresas de sucesso, com risco bastante diluído.

Nem tudo são flores

Porém, como quase tudo, os ICOs possuem riscos.

Esse ainda é um mercado bastante jovem e incipiente, e a maioria das pessoas não consegue diferenciar uma fraude ou “scam”, de uma proposta legitima.

Além disso a falta de regulamentação, torna esse modelo de captação algo a margem da lei, o que acaba limitando a entrada de capital institucional e mesmo de pessoas físicas em alguns casos.

Porém, quando analisamos um horizonte de maior prazo, acredito ser claro que assim como o atual modelo de IPO e negociação em bolsa, que substitui o antigo mercado balcão e as “ordens na pedra” em sua maior parte, será no futuro, substituído pelo modelo de ICOs, mais leve, barato e descentralizado.

Por isso, seja você investidor ou empreendedor, comece a estudar esse modelo de captação de recursos.

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