Casper, a startup do sono, dá entrada aos papéis para IPO

Segundo o CEO da Casper, Philip Krim, a economia do sono está crescendo, à medida que os consumidores gastam mais em bem-estar

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Por José Eduardo Costa

10 de janeiro de 2020 às 18:41 - Atualizado há 1 mês

A Casper, a empresa que primeiro começou a vender colchões em caixas pela internet, deu entrada, nesta sexta-feira (10), aos documentos junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) para fazer a sua oferta pública inicial (IPO).

As ações da Casper na Bolsa de Nova York carregarão o símbolo “CSPR”. A startup americana serviu de inspiração para a brasileira Zissou.

Segundo o CEO da Casper, Philip Krim, a “economia do sono está crescendo, à medida que os consumidores gastam mais em bem-estar e se tornam mais conscientes da importância de dormir bem.”

“O que a Nike fez pelos esportes, a Whole Foods fez pelos alimentos orgânicos, queremos fazer pela indústria do sono”, disse Krim, em entrevista à CNN, no ano passado.

A startup com sede em Nova York foi lançada em abril de 2014 depois de captar quase US$ 2 milhões de investidores, entre eles o ator Ashton Kutcher o rapper Nas. Rapidamente, a empresa capturou a atenção dos consumidores com o seu colchão que se encaixava em uma caixa de papelão do tamanho de um frigobar.

Desde então, a startup expandiu o seu portfólio de produtos, que hoje inclui travesseiros, cobertores e outros itens relacionados ao sono, on-line e em lojas. Há também uma linha para animais de estimação.

Segundo dados da Casper, a empresa já atendeu 1,4 milhão de clientes em sete países nos primeiros cinco anos. Sua receita em 2018 foi de US$ 357,9 milhões, acima dos US $ 250,9 milhões gerados em 2017. No ano passado, a Casper foi avaliada em US$ 1,1 bilhão.

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