Aproximadamente 37% dos universitários brasileiros buscam carreira em Startups

Da Redação

Por Da Redação

3 de abril de 2019 às 11:31 - Atualizado há 1 ano

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De acordo com uma pesquisa divulgada, em fevereiro, encomendada pelo fundo de investimentos Canary, que tem entre seus apoiadores Mike Krieger, do Instagram, e David Vélez, do Nubank, 37% dos universitários brasileiros têm interesse de seguir carreira em startups – seja abrindo o próprio negócio ou trabalhando em uma.

O estudo foi realizado com mais de 350 alunos das principais faculdades do País, entre elas FGV, USP e PUC-RJ. A partir da entrevista com os participantes, foi concluído que 21,3% deles sonham em inaugurar uma startup, enquanto 23,2% nutrem a expectativa de trabalhar como colaborador.

Os motivos para essa expectativa estão relacionados ao desenvolvimento profissional – que pode ser acelerado em empresas desse tipo – aliados também a uma boa qualidade de vida e salários competitivos.

De acordo com o Sebrae, 36% dos jovens com idades entre 18 e 34 anos realizavam pesquisas para saber como empreender (inclusive em negócios comuns e franquias).

Segundo representantes da Canary, o número de jovens interessados em startups foi surpreendente. Um dos incentivos que pode ter impulsionado esse aumento do interesse são recentes casos de startups bem-sucedidas, como por exemplo o iFood, as fintechs Nubank e Stone, e a 99.
Vale destacar que essa tendência de investimento foi encontrada apenas em universidades de classe alta e, portanto, não necessariamente incluem os jovens da classe C, D, E. Geralmente, apenas pessoas com maior poder aquisitivo arriscarão mais em negócios como uma startup, cujo modelo de negócios está sendo posto a prova.

Outro ponto importante consiste na idade dos jovens empreendedores. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), mais de 75% dos criadores de startups do Brasil possuem mais de 30 anos. Ao todo, apenas 6% deles têm menos de 25 anos – ou seja – poucos estão dispostos a dar passos nessa direção enquanto ainda estão na universidade.

Universidades e startups

Apesar dos números positivos, a pesquisa também reacendeu o debate sobre a importância de discussões sobre empreendedorismo dentro da sala de aula na universidade. Muitas vezes, essa realidade e o entendimento a respeito do assunto começam a ser inseridos na rotina de um jovem apenas após o período da graduação.

Contudo, especialistas sugerem que pode ser interessante criar incubadoras próprias dentro da academia, bem como a contratação de professores especializados no assunto. As maiores escolas do país, tanto as públicas quanto as privadas, tem desde centros de carreira bem preparados, empresas juniores e, eventualmente, até incubadoras que oferecem aos estudantes a oportunidade de entrar em contato com o mundo das startups.

Além disso, é importante ressaltar que – para desenvolver uma geração que de fato se arrisca no mundo das startups – outras qualidades também devem ser desenvolvidas, como a resiliência, a criatividade e a capacidade de gestão mesmo em meio a incertezas e crises da economia.

Portanto, é essencial contar com notícias, eventos, cursos e novidades a respeito do assunto. Tudo isso pode desenvolver uma formação para o jovem empreendedor que poderá levá-lo muito mais longe em termos de conhecimento, acesso à informação e oportunidades.

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