As 3 características essenciais para empreendedores em busca de investimentos

Não basta ter uma boa ideia de negócio, é preciso chamar a atenção do investidor. Saiba como

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Por Paula Zogbi

20 de outubro de 2015 às 10:11 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Em tempos de crise, as startups vêm sendo uma alternativa para pessoas com boas ideias que estão fora do mercado de trabalho.

 Mas muitas vezes, ter uma mente criativa e vontade de crescer não são fatores suficientes para fazer uma startup decolar. A implantação de uma boa ideia e a criação de um produto costumam necessitar do apoio financeiro, que muitas vezes é obtido através de fundos de investimentos específicos, focados em atender novas ideias.

Mas quais são as melhores maneiras de atrair a atenção de um fundo de investimentos? Claro, sua startup deve ser promissora e atingir um mercado, além da boa possibilidade de fazer sucesso e gerar receita. Mas além da capacidade de inovação no empreendedorismo, é essencial chamar pessoalmente a atenção dos responsáveis pela escolha de startups.

Leopoldo Lima, diretor de investimentos do fundo Cventures Primus, braço de venture capital da Cventure Capitals, que investe entre R$1 milhão e R$10 milhões por empresas, diz que o perfil do empreendedor é uma das características mais importantes na escolha das empresas que receberão o aporte.

De acordo com ele, existem três características indispensáveis para um empreendedor ou grupo de empreendedores que já tiverem uma boa ideia. Veja a seguir:

1. Formação

Não tem jeito: mesmo que você queira abrir o seu próprio negócio, ter uma boa formação é fundamental se quiser atrair investimentos. De acordo com Leopoldo, esse é um dos primeiros fatores levados em conta na escolha de startups que receberão aportes.

Então se você achava que um diploma só seria importante para buscar emprego em outros lugares, pode ser uma boa ideia buscar outros tipos de cursos e investir neste sentido.

2. Histórico

Talvez seja uma boa ideia tentar conhecer o mercado antes de sair empreendendo. Pelo menos é o que dá a entender Leopoldo. “É muito comum você ver empreendedores jovens, mas pessoas que têm um histórico um pouco mais consolidado costumam acabar se saindo melhor, mesmo que esse histórico não seja em outros empreendimentos”, ele afirma.

O diretor afirma que, ainda que existam os pontos fora da curva, os chamados “Golden boys”, a regra é que pessoas “mais experientes, na faixa dos 30 anos, vão conseguir performar muito melhor”.

3. Saber se comportar sob pressão

“Investir em uma empresa é praticamente entrar em um relacionamento, mas com data para acabar”, crava Leopoldo. Por isso, quando uma startup entra no processo de seleção, é contratado um psicólogo que analisará o comportamento dos empreendedores e de pessoas chave na equipe.

“Ele avalia a personalidade dessas pessoas para dizer quais são os pontos fracos, o que essa pessoa precisa trabalhar, como ela se comporta em um ambiente de pressão, etc”. O motivo, ele diz, é a diferença entre trabalhar com a equipe que você já conhece e trabalhar com outras pessoas: “quando você passa a ter um novo sócio, mesmo que nosso perfil seja mais voltado ao empreendedor, a pessoa passa a agir diferente inevitavelmente. Precisamos saber como essas pessoas vão agir em relação a isso, porque, como eu disse, nosso foco é sempre o empreendedor e o relacionamento que teremos”.