Aplicativo de vagas pode reduzir trânsito nas cidades e facilitar sua vida

30% do trânsito de São Paulo é causado por pessoas procurando vagas para estacionar

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Por Juliana Américo

10 de fevereiro de 2015 às 15:48 - Atualizado há 5 anos

SÃO PAULO – Todo mundo que mora nas grandes cidades sabe que a mobilidade urbana é uma das maiores dificuldades encontradas pelo governo. Em São Paulo, então, a situação é até usada como exemplo pelo mundo. Qualquer chuva ou acidente que aconteça na metrópole já é motivo para causar congestinamentos de mais de 200 km.

Um levantando realizado ela FGV, em setembro do ano passado, revelou que os motoristas gastam mais de 80 minutos parados no trânsito. Isso acaba impactando diretamente na economia do País: o Brasil chega a perder, por abo, em torno de R$ 300 bilhões com o trânsito das grandes cidades.

Em 2012, a frota brasileira de veículos chegou a 76,1 milhões, sendo que a capital paulista já tinha atingido 7 milhões um ano antes. Lembrando que todos esses veículos disputam espaço nos 17,4 km de ruas e avenidas disponíveis na cidade.

Apesar de a quantia de carros ser alta, o empresário Luiz Candreva, que criou o aplicativo Ez-Park – que visa compartilhar vagas de carros pela cidade – afirma que 30% do trânsito de São Paulo é causado por pessoas que estão procurando vagas para estacionar. Além disso, a disputa é de cerca de 7 milhões de carros para 1 milhão de vagas na metrópole.

Com o serviço da Ez-Park, lançado em versão beta em janeiro de 2014 e oficialmente em julho do mesmo ano, o motorista pode procurar vagas na região onde está, podendo ser tanto em estacionamento quanto particular, como de casas. Ao selecionar a vaga, o usuário tem acesso às informações do local, preço e avaliação de outros usuários.

A solução, às vezes, pode chegar a ser mais barata e segura se for considerado que o preço das folhas de Zona Azul em São Paulo subiram mais de 60% em agosto do ano passado e os flanelinhas criaram uma máfia pelas ruas da cidade. Para estacionar próximo ao estádio do Morumbi para assistir um show ou partida de futebol, o motorista não gasta menos do de R$ 50 para o flanelinha “dar uma olhadinha no carro”. E caso se recuse a pagar, o motorista ainda pode encontrar o veículo depredado quando retornar do passeio.

Segundo Luiz, não existe nenhum impedimento legal para quem quer “alugar” a sua vaga de carro e a empresa cobra uma taxa de comissão sobre a transição que varia de 10% a 30% do valor.

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