Amazon e Alibaba competem para comprar startup, mas dono rejeita US$ 10 bilhões

O Wish é um site de comércio eletrônico cujo CEO aparentemente quer ganhar mais de US$10 bilhões com a venda

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Por Paula Zogbi

16 de novembro de 2015 às 11:37 - Atualizado há 4 anos

Sabe aqueles anúncios de lojas eletrônicas que aparecem no Facebook? Os maiores representantes de comércio eletrônico do mundo estão de olho em uma empresa que aparentemente é muito boa em chamar a atenção através deste meio: a Wish.

De acordo com o site Business Insider, tanto a Amazon quanto a Alibaba fizeram ofertas pela startup de comércio eletrônico nascida em 2010. Aparentemente a proposta mais recente da Amazon foi de nada menos que US$ 10 bilhões. DEZ BILHÕES. E o CEO recusou.

O foco do Wish, que tem um design parecido com o da rede social Pinterest, é vender produtos bonitos e baratos otimizando canais como o Facebook. Lá, tudo está na promoção e poucos produtos custam mais que US$ 25. As mercadorias são importadas da China.

O site afirma que conversou com fontes próximas à companhia, e que elas tentaram explicar os motivos da recusa.

A companhia diz que levantou investimentos de US$600 milhões e foi avaliada em US$3 bilhões ou mais. Mas, segundo as fontes, não foi parar na imprensa basicamente porque o CEO Peter Szulczewski não quis: a empresa prefere manter-se discreta.

Nem todas as fontes falaram a mesma coisa: alguns dizem, com “muita certeza”, que a Amazon ofereceu US$10 bilhões, outros que esse valor é na verdade o novo valor de mercado da companhia. O mais provável é que a startup esteja em conversas com as gigantes, mas a venda nunca foi acordada por uma das seguintes razões: ou o CEO não quer vender ou a oferta teria que ser maior do que US$10 bilhões.

As pessoas com quem o Business Insider conversou disseram ainda que a receita bruta do Wish já chegará ao dígito dos bilhões em 2015, e uma delas estima que aproximadamente 11% disso é lucro. Segundo o LinkedIn, a empresa tem entre 11 e 50 funcionários no total.

Elas afirmam também que há mais de 100 milhões de usuários na plataforma, e mais de 100.000 produtos. O serviço é popular na Europa e nos EUA e consegue seus clientes através das redes sociais, onde tem uma boa estratégia de aproximação.