Agrotech Digifarmz utiliza algoritmo para combater perdas no plantio de soja

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

19 de junho de 2019 às 17:34 - Atualizado há 1 ano

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A plantação de soja está fadada a algumas vulnerabilidades, como as chamadas “doenças da soja”. Algumas das principais são o oídio, cercospora e ferrugem asiática. Elas são combatidas principalmente com aplicação de substâncias químicas, mas um desafio para os produtores é lidar com as mudanças climáticas, resistência dos patógenos e a descoberta das doses e misturas corretas de fungicidas.

E é justamente nessas dificuldades que a startup Digifarmz atua. A empresa oferece uma plataforma digital que auxilia na tomada de decisões. O algoritmo é baseado em mais de 10 anos de pesquisa e nos parâmetros comuns e variáveis das plantações.

A Digifarmz indica os fungicidas a serem utilizados, quais as melhores datas e frequência de pulverização. O objetivo é gerar mais economia e sustentabilidade ambiental ao ser mais assertivo na aplicação dos fungicidas.

“De 15% a 45% da soja cultivada é perdida por ano por causa de doenças. É uma quantidade enorme de grãos que não chegam até o silo porque são perdidos. Imagine o impacto no PIB se recuperássemos o que é perdido de uma safra para outra”, comentou Alexandre Chequim, cofundador da DigiFarmz. Ele foi um dos palestrantes da Agrotech Conference, da StartSe, que acontece nesta quarta-feira (19).

Foto: Eduardo Viana