Agrotech aposta em proteína de insetos para auxiliar cadeia alimentar animal

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Por Lucas Bicudo

21 de agosto de 2017 às 17:18 - Atualizado há 3 anos

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A Entocycle quer usar moscas soldado-negras para resolver um problema da cadeia alimentar animal. As larvas são monitoradas com tecnologia de machine learning, tornando a startup econômica e escalável o suficiente para causar impacto na indústria de alimentos para proteínas animais, que a empresa afirma valer US$ 150 bilhões.

A sacada é que as larvas se alimentam de resíduos orgânicos de grande variedade de fontes, incluindo cervejarias e cozinhas comerciais. Por não serem exigentes, as moscas são bem-adequadas para serem criadas em um sistema automatizado.

Cerca de 5% dos ovos da Entocycle (cada fêmea pode colocar até 1.000) são usados ​​para repovoar novos ciclos, enquanto os outros 95% são incubados e alimentados com resíduos. Depois de uma semana, essas larvas estão prontas para se transformar em ração animal.

“No final do dia, queremos que seja simples. Nós temos uma caixa onde colocamos resíduos de alimentos e as larvas. Deixamos lá por uma semana. Os insetos fazem o trabalho duro e, no final, temos fertilizantes e proteínas “, diz o fundador Keiran Whitaker.

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A Entocycle planeja expandir seus negócios indo diretamente no topo dessa cadeia: os supermercados. Whitaker diz que estão em discussões com vários grandes varejistas para começar a usar o sistema em seus fornecedores de alimentos. A empresa recebeu um impulso recentemente quando a Comissão Européia aprovou o uso de proteínas de insetos para alimentar peixes cultivados (nos EUA, os regulamentos variam de acordo com o estado). Para os produtores de peixe, a Entocycle significa que eles não precisam se preocupar com a sobrepesca ou o clima que afeta o custo da alimentação.

Até agora, a agrotech já captou US$ 1 milhão do governo do Reino Unido e da European Space Agency, que está interessada em usar proteínas de inseto para missões de longo prazo.

Whitaker diz que a percepção de proteína de inseto como fonte de nutrientes mudou drasticamente desde que ele fundou a startup. Enquanto ele acredita que será cerca de uma década antes que as pessoas se sintam confortáveis ​​ao ver insetos em suas mesas, ele acha esse tipo de proteína será a norma para o gado e aquicultura em alguns anos.

“A indústria de insetos está na era do telefone fixo agora e queremos alcançar a era do smartphone”, finaliza.

(via TechCrunch)

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