A Uber vai virar fintech?

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

9 de fevereiro de 2021 às 11:01 - Atualizado há 3 semanas

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A Uber é conhecida pelo serviço de corridas por aplicativo. No entanto, desde 2009, a empresa já passou por várias fases: oferta de bicicletas e patinetes; desenvolvimento de carros autônomos; delivery (com o Uber Eats, que continua em alta), entre outros. Agora, o próximo passo é entrar em serviços financeiros.

A empresa anunciou o lançamento de uma conta digital para motoristas. Se antes o repasse das corridas levava uma semana para ser pago, com a conta digital isso acontece instantaneamente. A iniciativa fortalece a concorrência da Uber frente outras alternativas, a exemplo da 99 (que também possui uma conta digital semelhante) e Cabify.

Essa não é uma iniciativa apenas da Uber. A empresa realizou uma parceria com o Digio para oferecer o serviço. Os motoristas acessam suas contas diretamente no aplicativo do banco digital, mas possuem benefícios exclusivos.

Embora a conta digital da Uber seja uma novidade do Brasil, nos Estados Unidos os motoristas contam com essa opção desde 2019. Por lá, a companhia oferece o “Uber Money”, que possui um time dedicado só para ele na empresa. No entanto, também trabalha com as parceiras Greendot (em tecnologia) e GoBank (para saques).

No Brasil, além do repasse instantâneo, os motoristas podem pagar contas, realizar transferências, sacar dinheiro e obter descontos e cashback em compras online. Embora o número de saques e TEDs seja limitado, a conta digital já possui o PIX. Não há ônus de anuidade ou mensalidade.

Uma tendência crescente de mercado

A Uber não é a única fornecedora da conta digital, mas não seria uma surpresa se esse cenário mudasse. É o que tem acontecido com diversas startups: o aplicativo de entrega de tudo, Rappi, possui sua carteira digital e cartão; o Magalu possui o Magalu Pay; o Mercado Livre possui o Mercado Pago; a Americanas tem o AME… A lista é longa.

Esse fenômeno tem sido chamado de “fintechização” das empresas. Hoje, elas estão fazendo parcerias ou até mesmo adquirindo soluções para tornar processos mais eficientes. Elas compreenderam que a experiência do usuário conta do início ao fim — passando também pelo pagamento, não apenas na utilização do serviço/produto.

O que era aprendizado, virou estratégia. Diversas empresas têm se tornado cada vez mais presentes em setores que não são suas propostas originais.  Enquanto garantem a qualidade de um serviço do início ao fim, também podem economizar e trazer mais conhecimento para dentro de casa. No caso dos serviços financeiros, o ganho também é monetário, pois podem diminuir o gasto com transações.

Não por acaso, as fintechs foram o “tipo de startup” mais adquirido em 2020, com 15 empresas compradas. Entre as aquisições, estão a da Hub Fintech pela Magalu (por R$ 290 milhões) e da Parati Créditos e BitCapital pela AME. Ainda existe dúvida de que elas pretendem avançar cada vez mais nesse sentido?

Confira a análise da StartSe:


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